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Deixadinha no diario.com.br

Mudança confirmada, pessoal. Agora sou blogueiro de tênis do Diário Catarinense. O nome do espaço continua o mesmo Deixadinha, e a proposta também. A diferença é que agora terei mais suporte para fazer o que desejo e também mais repercussão. Já estou planejando algumas coisas…

Continuem acompanhando o blog por lá. Vai ficar cada vez melhor.

Conheça o Deixadinha no diario.com.br

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Mudança

O acúmulo de coisas nesta semana me impediram de postar com freqüência. Entre essas coisas, a política em reta final de campanha eleitoral e a transferência deste blog para um local de maior destaque. Estou acertando os últimos detalhes para a mudança. Fiquem ligados aqui, as novidades virão logo.

Passo atrás

O retorno de Bellucci dos torneios ATP para os challengers recebeu críticas de alguns blogueiros, embora de forma não pronunciada. Dá para analisar a decisão do paulista e de seu treinador sob alguns ângulos.

  • Jogando challengers, o tenista desce de nível e deixa de “forçar” o seu jogo a evoluir. Ou seja, sem tantos desafios, os torneio menores não vão fazê-lo melhorar quanto um torneio grande, mesmo perdendo nas primeiras rodadas, faria.
  • Confiança. O Bellucci vem melhorando neste ano, com vitórias em dois Grand Slams. Mas não tem conseguido uma seqüência animadora de jogos como na primeira metade do ano. O jogador sente falta disso, voltar a vencer seguidas partidas lhe dá confiança. Só não pode é perder direto em challengers também. Aí mostra que tem coisa errada.
  • Ranking. Bellucci pode até estar jogando bem, mas não avançar muito nas competições lhe custou várias posições no ranking, inclusive o número 1 do Brasil. Voltar aos challengers pode ser uma boa tentativa de subir, mas também é assumir que em ATP Tour (internatinal Series, etc.) esses pontos seriam complicados demais.

Marcos Daniel, mais velho e experiente, fez essa opção recentemente. É outra situação. Defende muitos pontos na Copa Petrobras. Sem eles, cairia muito. Provavelmente não os conseguiria em ATP Tours.

Daniel, por sinal, está fazendo estrago ao ganhar challenger atrás de challenger e atingir o melhor ranking da carreira. Mostra que seu nível está além dos challengers.

Por motivos diferentes, tanto Bellucci quanto Daniel devem voltar em breve aos torneio da ATP. O paulista precisa explorar seu potencial, e o gaúcho, mostrar que ainda tem fôlego para não ser jogador apenas de torneios menores.

Porque eu estou em Florianópolis e não posso ir. O livro Aqui Tem! deve ser sensacional, a medir pelo blog do Fininho. São 18 histórias do circuito mundial contadas pelo tenista com a ajuda do jornalista André Kfouri.

O Meligeni já faz isso no seu blog, mas promete novas histórias no livro. Estou ansioso para ler. Espero relatos com muito humor e emoção, que foi sua marca quando era profissional.

Fora que o Fino pareceu uma ótima pessoa nas duas vezes em que conversei com ele. Pena não ter conseguido marcar uma entrevista maior, como era a intenção no final do ano passado. Falei com ele novamente no início deste ano, durante a despedida do Guga em Florianópolis.

Enfim, se puder, não perca o lançamento.

De olho em 2010

Reuters

Foi complicado, mas vai melhorar - Foto: Reuters

Convenhamos, poucos eram os que esperavam que o Brasil passasse da Croácia pela repescagem da Copa Davis. Não falo de torcida, porque isso eu fiz e todos vocês devem ter feito. Falo de favoritismo.

Por esse lado, o confronto foi bom. Mostrou dois jovens jogadores que amadureceram, Bellucci e Alves, e uma dupla que vive sua melhor fase, Melo e Sá.

Apesar de o placar final apontar 4 a 1, a vitória não foi fácil para a Croácia. Veio após 11 tiebreaks, com dez vitórias deles. Isso demonstra equilíbrio.

Ancic e, principalmente, Karlovic, foram exigidos ao máximo. O gigante croata jogou em uma quadra muito rápida, ideal para seu estilo de jogo, e mesmo assim sofreu para vencer Alves e Bellucci, que até lhe roubou um set.

Claro, muito melhor se a vitória viesse. Não acho o Brasil atualmente inferior a outras equipes que integrarão o Grupo Mundial no ano que vem, como Holanda, Romênia e Israel. O que nos faltou é experiência.

Com um pouco de sorte no sorteio do ano que vem, estaremos no Grupo Mundial em 2010. O caminho está certo. E o segredo foi o apresentado em Zadar: vontade, raça, garra.

Alves x Karlovic

O Brasil foi sensacional no primeiro dia de Copa Davis no quesito raça, atitude. Faltou jogo, como era de se esperar. Nesta segunda partida, Thiago Alves mostrou logo no primeiro ponto contra Ivo Karlovic como deve agir um time com técnica inferior. Vibração e ousadia.

Os três sets, muito parecidos, podem ser explicados assim: quando entrava o primeiro saque de Karlovic, a coisa complicava, Quando não entrava, Thiago Alves aproveitava muito bem o segundo saque, arriscando e dificultando a resposta do croata. Tática que funcionou muito bem. Nos games de saque, o brasileiro controlou muito bem.
A derrota veio em dois tiebreaks (7/6 7/6 e 7/5), nos quais Karlovic mostrou o motivo de ser temido. Encaixou ótimos primeiros saques e definiu a partida. Mas o Thiago saiu de cabeça erguida.

Bellucci x Ancic

Primeiro jogo do confronto Brasil e Croácia, pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis.

1º Set – Ancic 6/2
Quadra muito rápida essa de Zadar, e Bellucci demorou a se adaptar a ela. Ancic se aproveitou e venceu com facilidade por 6 a 2. O croata sacou muito bem e devolveu o serviço brasileiro em cima do corpo, dificultando muito para Bellucci.

2º Set – Ancic 7/6 (4)
O brasileiro melhorou muito e chegou a dominar a partida entre os games 3 e 5, quando devolveu uma quebra de Ancic. Passou a devolver melhor os saques, embora ainda com dificuldade, e a jogar o croata de um lado para o outro na quadra, principalmente com seu bom backhand. O jogo seguiu equilibrado ate o tiebreak, onde prevaleceu a maior experiência de Ancic, que pressionou o brasileiro com boas devoluções.

3º Set – Ancic 7/6 (3)
O jogo foi muito equilibrado no começo do set, com os dois tenistas fechando seus games de serviço sem muitos problemas. A história parecia se repetir no sexto game, com Bellucci sacando em 40/0, mas o brasileiro, em uma grande vacilada, permitiu que Ancic virasse e ganhasse o game, fazendo 4/2 no set. No úlitmo suspiro, quando o croata sacava para vencer a partida, Bellucci atacou o segundo saque e, com golpe fundos e muita raça, conseguiu devolver a quebra. No tiebreak, dificulcades em devolver o serviço do croata sacramentaram a derrota do brasileiro.

Análise geral
A partida não foi das mais emocionantes, nem o nível técnico muito alto devido à rapidez da quadra. Poucos pontos tiveram mais do que cinco ou seis golpes. Bellucci jogou de igual para igual com o croata na maioria da partida, menos no início do jogo. O brasileiro sentiu a pressão quando Ancic variava o jogo, baixando a bola com slices, e quando subia à rede, duas jogadas que Bellucci não usou muito. Além disso, o croata apostou na devolução de saques sobre o corpo do brasileiro, uma decisão acertada. De qualquer maneira, foi um jogo bom de Bellucci, que ainda precisa ganhar experiência e variação tática para vencer partidas como esta.