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Archive for the ‘copa davis’ Category

De olho em 2010

Reuters

Foi complicado, mas vai melhorar - Foto: Reuters

Convenhamos, poucos eram os que esperavam que o Brasil passasse da Croácia pela repescagem da Copa Davis. Não falo de torcida, porque isso eu fiz e todos vocês devem ter feito. Falo de favoritismo.

Por esse lado, o confronto foi bom. Mostrou dois jovens jogadores que amadureceram, Bellucci e Alves, e uma dupla que vive sua melhor fase, Melo e Sá.

Apesar de o placar final apontar 4 a 1, a vitória não foi fácil para a Croácia. Veio após 11 tiebreaks, com dez vitórias deles. Isso demonstra equilíbrio.

Ancic e, principalmente, Karlovic, foram exigidos ao máximo. O gigante croata jogou em uma quadra muito rápida, ideal para seu estilo de jogo, e mesmo assim sofreu para vencer Alves e Bellucci, que até lhe roubou um set.

Claro, muito melhor se a vitória viesse. Não acho o Brasil atualmente inferior a outras equipes que integrarão o Grupo Mundial no ano que vem, como Holanda, Romênia e Israel. O que nos faltou é experiência.

Com um pouco de sorte no sorteio do ano que vem, estaremos no Grupo Mundial em 2010. O caminho está certo. E o segredo foi o apresentado em Zadar: vontade, raça, garra.

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Alves x Karlovic

O Brasil foi sensacional no primeiro dia de Copa Davis no quesito raça, atitude. Faltou jogo, como era de se esperar. Nesta segunda partida, Thiago Alves mostrou logo no primeiro ponto contra Ivo Karlovic como deve agir um time com técnica inferior. Vibração e ousadia.

Os três sets, muito parecidos, podem ser explicados assim: quando entrava o primeiro saque de Karlovic, a coisa complicava, Quando não entrava, Thiago Alves aproveitava muito bem o segundo saque, arriscando e dificultando a resposta do croata. Tática que funcionou muito bem. Nos games de saque, o brasileiro controlou muito bem.
A derrota veio em dois tiebreaks (7/6 7/6 e 7/5), nos quais Karlovic mostrou o motivo de ser temido. Encaixou ótimos primeiros saques e definiu a partida. Mas o Thiago saiu de cabeça erguida.

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Bellucci x Ancic

Primeiro jogo do confronto Brasil e Croácia, pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis.

1º Set – Ancic 6/2
Quadra muito rápida essa de Zadar, e Bellucci demorou a se adaptar a ela. Ancic se aproveitou e venceu com facilidade por 6 a 2. O croata sacou muito bem e devolveu o serviço brasileiro em cima do corpo, dificultando muito para Bellucci.

2º Set – Ancic 7/6 (4)
O brasileiro melhorou muito e chegou a dominar a partida entre os games 3 e 5, quando devolveu uma quebra de Ancic. Passou a devolver melhor os saques, embora ainda com dificuldade, e a jogar o croata de um lado para o outro na quadra, principalmente com seu bom backhand. O jogo seguiu equilibrado ate o tiebreak, onde prevaleceu a maior experiência de Ancic, que pressionou o brasileiro com boas devoluções.

3º Set – Ancic 7/6 (3)
O jogo foi muito equilibrado no começo do set, com os dois tenistas fechando seus games de serviço sem muitos problemas. A história parecia se repetir no sexto game, com Bellucci sacando em 40/0, mas o brasileiro, em uma grande vacilada, permitiu que Ancic virasse e ganhasse o game, fazendo 4/2 no set. No úlitmo suspiro, quando o croata sacava para vencer a partida, Bellucci atacou o segundo saque e, com golpe fundos e muita raça, conseguiu devolver a quebra. No tiebreak, dificulcades em devolver o serviço do croata sacramentaram a derrota do brasileiro.

Análise geral
A partida não foi das mais emocionantes, nem o nível técnico muito alto devido à rapidez da quadra. Poucos pontos tiveram mais do que cinco ou seis golpes. Bellucci jogou de igual para igual com o croata na maioria da partida, menos no início do jogo. O brasileiro sentiu a pressão quando Ancic variava o jogo, baixando a bola com slices, e quando subia à rede, duas jogadas que Bellucci não usou muito. Além disso, o croata apostou na devolução de saques sobre o corpo do brasileiro, uma decisão acertada. De qualquer maneira, foi um jogo bom de Bellucci, que ainda precisa ganhar experiência e variação tática para vencer partidas como esta.

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Muita torcida

pensamento positivo contra o favoritismo croata

Sorteio em Zadar: pensamento positivo contra foça croata - Marcelo Ruschel/Poapress

Poucas novidades no sorteio da Davis. O capitão croata entregou nas mãos dos simplistas a permanência no Grupo Mundial. Campeã em 2005, a equipe depende de Ivo Karlovic e Mario Ancic após a saída de Marin Cilic. Nas duplas, os europeus apostaram em Lovro Zovko e Roko Karanusic, que não devem trazer problemas para os brasileiros Melo e Sá. Mas a escalação pode mudar de acordo com os resultados de sexta-feira.

Sexta-feira
8h – Thomaz Bellucci x Mario Ancic

Ancic volta de um segunda mononucleose e está há algum tempo fora do circuito. É, no entanto, um grande tenista, com ótimo jogo de saque e voleio e bons golpes de fundo de quadra. Num dia ruim do croata e com uma atuação muito inspirada do brasileiro, Bellucci pode surpreender e botar fogo no confronto. Pesa muito, ainda, a experiência. É um jogo de alto nível, de cinco sets, e inegavelmente Ancic está uns bons passos à frente do brasileiro.

Na seqüência – Ivo Karlovic x Thiago Alves
O confronto mais difícil. Thiago Alves está em boa fase e tem um jogo agressivo. Pode incomodar o gigante Karlovic se conseguir responder bem o segundo saque e impedi-lo de subir à rede. Se não conseguir, será presa fácil para o croata, que geralmente não permite que o adversário consiga ter ritmo de jogo.

Sábado
10h – Marcelo Melo/André Sá x Lovro Zovko/Roko Karanusic

Se a escalação não mudar, deve ser um ponto garantido para o Brasil. Melo e Sá precisam fazer valer neste momento o entrosamento de uma dupla top do mundo.

Domingo
7h – Thomaz Bellucci x Ivo Karlovic

Bellucci deve dar mais trabalho para Karlovic do que Thiago Alves. O seu bom saque pode ajudar a garantir os games de serviço. Mas jogar no saque de Karlovic é tarefa difícil, e é esse o principal desafio dos brasileiros.

Na seqüência – Thiago Alves x Mario Ancic
Se chegarmos aqui com chances, será um grande resultado para o Brasil. Thiago Alves deve encontrar um Mario Ancic certamente cansado, mas também estará desgastado. É um jogo para dois atletas no limite, que vale o triunfo da nação inteira. O croata, sem dúvida, é o favorito, mas vamos ver como está sua condição física. O capitão poupou-o das duplas para um caso como esse.

No mais, é torcer. A SporTV 2 (canal 38 da NET) vai transmitir todos os jogos.

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As potências do tênis

Em época de Copa Davis, deixo mais um post-provocação para aflorar nacionalismos e preferências pessoais. Qual é a maior potência do tênis atual? Peguei as quatro melhores equipes do torneio deste ano e vou dividir a pesquisa em alguns critérios.

  • Ranking masculino:

A Espanha tem 15 tenistas entre os top 100 e é o país do líder, Rafael Nadal. A Argentina tem sete, a Rússia tem oito e os Estados Unidos também oito. No top 10, há dois espanhóis, dois suíços, um sérvio, um escocês, um russo, um argentino e dois americanos.

  • Ranking feminino:

A Rússia tem 15 tenistas entre as top 100, os Estados Unidos têm seis e é o país da líder do ranking, Serena Williams, a Argentina apenas uma e a Espanha tem seis. No top 10 há cinco russas, duas americanas, duas sérvias e uma polonesa.

  • Copa Davis:

Argentina, Rússia, Estados Unidos e Espanha estão nas semifinais do torneio em 2008. Pegando os últimos cinco anos, os EUA têm um título e um vice, a Rússia e a Espanha também. A Argentina tem um vice. O ranking do torneio é liderado pela Rússia, com Estados Unidos, Argentina, Espanha e Croácia na seqüência.

  • Fed Cup:

A Rússia foi a campeã sobre a Espanha neste ano e em 2005 e 2007.  Estados Unidos e China ficaram nas semifinais. A Argentina entrará no Grupo Mundial no ano que vem. Os EUA foram vice em 2003. A Rússia lidera o ranking com larga vantagem, seguida de Itália, Espanha e EUA.

Resultado:

Preferi não distribuir pontos nos critérios, até porque não tenho uma equação justa para isso. Mas, na minha opinião, que é baseada na pequena pesquisa que fiz, a Rússia é a maior potência do tênis mundial, principalmente pela sua força entre as mulheres.

Espanha e Estados Unidos disputam o segundo lugar. Eu daria uma pequena vantagem para a Espanha, pelo seu ótimo desempenho no ranking masculino. Em quarto, a Argentina, porque não é sólida na modalidade feminina.

E para você, qual a maior potência?

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O boicote à Davis

Nastás saiu por baixo - Foto Tenisbrasil

Nastás saiu por baixo - Foto Tenisbrasil

Como prometi, um post sobre o polêmico boicote dos principais tenistas brasileiros à Copa Davis. É um pouco do que apurei para meu Trabalho de Conclusão de Curso Break Point – A vida e a carreira de Gustavo Kuerten.

Os principais jogadores brasileiros já estavam insatisfeitos com o comando de Nelson Nastás na Confederação Brasileira de Tênis (CBT), e duas atitudes do então presidente fizeram o clima ficar ainda mais pesado.

Em 2003, Nastás terminou o ano sem prestar contas da entidade e, em fevereiro do ano seguinte, afastou Ricardo Acioly do cargo de capitão do país na Copa Davis, colocando Jaime Oncins.

Um mês depois, durante o ATP Tour da Costa do Sauípe, Guga e os melhores brasileiros no ranking na época, Ricardo Mello e Flávio Saretta, promovem o boicote à equipe da Davis.

Em junho, mais jogadores aderem ao protesto, e o Brasil é obrigado a enfrentar a Venezuela com tenistas juvenis (Raony Carvalho, Bruno Rosa, Diego Cubas e Caio Zampieri). Antes, o Brasil já havia perdido para o Paraguai, com Marcos Daniel, Josh Goffi, Alexandre Simoni e Julio Silva.

Na segunda metade do ano, crescem as suspeitas de desvio de dinheiro por parte de Nastás, e o Tribunal de Contas da União investiga o presidente por uso pessoal de recursos da Lei Agnelo/Piva, que destina uma porcentagem do que é arrecadado com loterias federais para o esporte. O Brasil perde para o Peru e cai para o Zonal Americano II, a terceira divisão da Copa Davis.

No final do ano, a Justiça afasta Nastás do cargo de presidente. Segundo a investigação, ele e o superintendente-técnico da entidade, Carlos Alberto Martelotte, desviaram cerca de R$ 113 mil. Uma nova eleição é convocada, e o presidente da Federação Catarinense, Jorge Lacerda Rosa, é escolhido para assumir o cargo.

Guga e os outros jogadores envolvidos no boicote retornam à equipe 2005 e conseguem recolocar o país no Zonal Americano I e na disputa por uma vaga no Grupo Mundial, situação em que o país se encontra até hoje.

Game: Muita coisa foi dita na época, pouca coisa realmente provada. Uma das bombas que estourou na época foi esta reportagem da Folha de São Paulo. Mais um pouco da história nesta matéria do Correio Braziliense.

Set: Toda vez que Marcos Daniel está atuando bem e não é convocado para a Copa Davis, vem a sombra do boicote. Contra o Paraguai, em 2004, ele não aderiu ao movimento dos jogadores e jogou, segundo o site Tênis News, para conseguir um pouco de dinheiro. Desta vez, contra a Croácia, não tem nada a ver. E talvez em nenhuma das vezes também. Chico Costa fez a melhor convocação possível.

Match: Esporte tem que ter confusão nos bastidores. Se for para melhorar, claro. Parece que está dando certo…

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Samba no saibro - Guga festejou a vitória contra a França em Floripa, mas o Brasil parou na semifinal em 2000

Samba no saibro - Guga festejou a vitória contra a França em Floripa, mas o Brasil parou na semifinal em 2000

Os destaques desta semana são, inegavelmente, os confrontos de Copa Davis. Em épocas mais exitosas, o Brasil passou anos no Grupo Mundial, a primeira divisão do tênis, e chegou quatro vezes às semifinais, em dois sistemas de disputa diferentes.

O Brasil estreou na Copa Davis em 1932, com Nélson Cruz e Ricardo Pernambuco. A primeira grande campanha ocorreu em 1966, quando a equipe que contava com Thomaz Koch, Édson Mandarino e Luís Felipe Tavares chegou à semifinal internacional.

Na época, o campeão do ano anterior, no caso a Austrália, só disputava a final. O Brasil perdeu para a Índia por 3 a 2, em Calcutá.

Campanha
Dinamarca 0 x 5 Brasil (saibro – Copenhague (DIN))
Espanha 2 x 3 Brasil (saibro – Barcelona (ESP))
Polônia 1 x 4 Brasil (Varsóvia (POL))
França 1 x 4 Brasil (saibro – Paris (FRA))
Brasil 3 x 2 EUA (Porto Alegre)
Índia 3 x 2 Brasil (Calcutá (IND))

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Em 1971, a mesma equipe, que tinha ainda o reforço de Carlos Kirmayr, voltou a atingir a semifinal, contra a Romênia. Nova derrota por 3 a 2. Entre os romenos estava o grande Ilie Nastase.

Campanha
Brasil 5 x 0 Bolívia (Porto Alegre)
Brasil 4 x 1 Equador (saibro – Porto Alegre)
Brasil 3 x 2 Chile (Santiago (CHI))
Brasil 3 x 2 México (saibro – Cidade do México (MEX))
Brasil 4 x 1 Tchecoeslováquia (saibro – Porto Alegre)
Romênia 3 x 2 Brasil (São Paulo)

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O sistema de disputa da Copa Davis tornou-se o atual em 1981. Nesse modo de competição, o país chegou à semifinal em 1992 e em 2000.

Em 1992, Luiz Mattar, Cássio Motta, Jaime Oncins e Fernando Roese perderam por 5 a 0 a vaga na decisão para a Suíça, que contava com o campeão olímpico Marc Rosset e o piso rápido de carpete.

Campanha
Oitavas – Brasil 3 x 1 Alemanha (saibro – Rio de Janeiro)
Quartas – Brasil 3 x 1 Itália (saibro – Maceió)
Semi – Suíça 5 x 0 Brasil (carpete – Genebra (SUI))

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E em 2000, liderado por Gustavo Kuerten e com Fernando Meligeni, Jaime Oncins, Francisco Costa e André Sá, o Brasil perdeu para a Austrália, na grama, para Lleyton Hewitt, Patrick Rafter e companhia por 5 a 0.

Campanha
Oitavas – Brasil 4 x 1 França (saibro – Florianópolis)
Quartas – Brasil 3 x 2 Eslováquia (saibro – Rio de Janeiro)
Semi – Austrália 5 x 0 Brasil (grama – Bribaine (AUS))

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E teve também o boicote das principais estrelas do Brasil em 2004. Mas esse assunto merece um post inteiro.

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