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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Mudança confirmada, pessoal. Agora sou blogueiro de tênis do Diário Catarinense. O nome do espaço continua o mesmo Deixadinha, e a proposta também. A diferença é que agora terei mais suporte para fazer o que desejo e também mais repercussão. Já estou planejando algumas coisas…

Continuem acompanhando o blog por lá. Vai ficar cada vez melhor.

Conheça o Deixadinha no diario.com.br

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Cilic não joga contra o Brasil

Cilic não joga contra o Brasil

O croata Marin Cilic, 22º do ranking, foi cortado do confronto contra o Brasil por uma pequena paralisia facial. Ele é o segundo melhor do país no ranking e vem em fase melhor que seu subtituto, Mario Ancic, 31º da lista.

Ancic se recupera de uma segunda mononucleose, doença que causa grande desgaste físico a um atleta — Federer teve uma entre 2007 e 2008. Mesmo assim, Ancic é um ótimo jogador de saque-e-voleio e que sabe atuar no fundo de quadra. Ele já estava escalado ao lado de Ivo Karlovic, 14º, para fazer a dupla na partida de sábado.

O sorteio dos jogos será na quinta-feira. Se as escolhas dos capitães forem as óbvias para o primeiro e segundo simplista, os confrontos serão esses:

Local: Zadar, Croácia
Piso: carpete (rápido), em quadra coberta

Sexta-feira
Ivo Karlovic x Thiago Alves
Thomaz Bellucci x Mario Ancic

Sábado
Karlovic/Ancic x Melo/Sá

Domingo
Mario Ancic x Thiago Alves
Ivo Karlovic x Thomaz Bellucci

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Quem é mais popular?

Após o US Open, o circuito passa por uma pequena “entressafra”. Sem torneios de muita expressão para serem comentados até a Copa Davis, faço aqui uma brincadeira, ajudado pelo Google Trends, uma ferramenta bem interessante que pode ser usada para analisar a popularidade de pessoas.

Ela indica quais foram, entre uma lista de termos que o usuario define, os mais pesquisados no Google e noticiados em determinado período de tempo. Agora o tênis na história.

FEDERER x NADAL

Federer começou seu reinado em 2004 e dominou a popularidade na maior parte do ano, com picos em suas vitórias em Grand Slams. Nadal ganhou mais destaque somente em dezembro. Era o 51º do mundo e venceu Andy Roddick defendendo a Espanha na final da Copa Davis contra os EUA.

Em 2005, Nadal apareceu com força e tomou o segundo lugar no ranking. Mesmo com mais conquistas e número de notícias sobre si, Federer teve menos pesquisas no Google do que Nadal em 2005 e 2006. Em 2005, por exemplo, o espanhol ficou 45% acima do suíço em buscas.

Em 2007, Federer foi o mais procurado, mas por pequena margem. E neste ano Nadal está novamente um pouco à frente, mas, pelo que vi, os números do período de US Open ainda não foram computados. No geral, de 2004 para cá, Nadal está liderando por pequena margem.

Confesso que fiquei um pouco surpreso. Com tantos anos de dominação de Federer, esperava que ele estivesse na frente com alguma folga. Na minha modesta opinião, o fato do suíço ser um jogador mais frio emocionalmente lhe tira um pouco do carisma que a técnica excelente lhe dá. Nadal é mais explosivo, lutador. Acho que isso cativa mais as pessoas. O US Open mostrou, no entanto, que um novo Federer pode dar as caras.

É preciso lembrar também que, de 2004 até hoje, a internet cresceu muito. Como o Nadal é um fenômeno mais recente, isso pode ter influenciado os números, devido à quantidade maior de informações e de buscas para saber quem é o novo tenista que desponta. De qualquer maneira, o Trends é um indicador interessante e rende boas brincadeiras como esta.

Game: Os três maiores picos de procuras por Federer ou Nadal no Google se deram em Roland Garros-2005 (Nadal campeão), Roland Garros-2006 (Nadal bi), Wimbledon-2007 (Federer penta sobre Nadal) e Wimbledon-2008 (Nadal campeão em jogo histórico contra Federer).

Set: Os dois líderes do ranking deram um fôlego de popularidade ao tênis em nível mundial. A disputa deles é como um filme.

Match: Aqui no pé do post, a pergunta final: Sharapova ou Ivanovic? Colocando as duas no Trends e pegando o último ano como referência, deu… EMPATE! Sharapova ficou na frente até junho, quando Ivanovic venceu Roland Garros e assumiu o topo do ranking. Daí em diante, o domínio é da sérvia. Curiosidade: No Aberto da Austrália deste ano, vencido por Sharapova, as procuras por Ivanovic foram maiores. Xi… desgaste da musa russa???

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A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

Esta semana pode entrar para a história do tênis devido às possíveis mudanças no topo dos rankings da ATP e da WTA. Com três vitórias no Masters Series de Cincinnati, Nadal desbanca Federer e passa a ser o número 1 do mundo na segunda-feira. Com duas, a sérvia Jelena Jankovic termina o curto reinado da compatriota Ana Ivanovic e assume a liderança.

Atualização do blog: Se vencer o equatoriano Nicolas Lapentti nesta sexta-feira, Nadal garante a liderança no ranking em 18 de agosto, quando serão descontados os pontos de Cincinnati 2007.

O melhor número 2 da história

Sempre firme, concentrado e com um discurso modesto, Nadal não demonstra que pode ser o responsável pela principal revolução dentro das quadras de tênis dos últimos anos. Federer agarrou o número 1 em 2 de fevereiro de 2004 e não largou mais. São quase quatro anos e meio de dinastia.

Nadal tornou-se o número 2 do mundo em 25 de julho de 2005, aos 19 anos, e desde então não fez menos de 4.400 pontos em uma temporada. Seu jogo não é brilhante como o de Federer, nem tão técnico. É, sim, surpreendentemente intenso e regular.

Mais do que a má fase do suíço, a possibilidade de ser o líder é fruto da persistência e da garra do espanhol de Mallorca, dono também da maior capacidade de concentração do circuito. Semana que vem ou um pouco mais tarde, veremos o rei do topspin no topo do mundo.

Da Sérvia, com carinho

Se no masculino as mudanças demo(ra)ram, no feminino poderemos ter a quarta número 1 do mundo diferente em menos de três meses. Com a queda da sérvia Ana Ivanovic, sua compatriota Jelena Jankovic deve assumir o posto se chegar à final em Montreal. Justine Henin e Maria Sharapova vieram antes.

Está tudo muito embolado. Nada impede que tenhamos mais trocas no topo da WTA ainda neste ano. Isso se deve principalmente à inconstância das jogadoras, que fazem uma grande campanha aqui, outras três derrotas inexplicáveis ali, e assim vai.

Uma explicação para isso pode ser a padronização irritante no jogo, o que talvez torne mais interessante a beleza das tenistas do que o esporte em si. Não interessa a superfície, a pancada no fundo da quadra persiste. Tem dia que entra e você ganha, tem dia que não entra e você perde. Dá para contar nos dedos a quantidade de slices dados no jogo, e metade deles não passa da rede.

De qualquer maneira, alguma coisa o(a) atleta tem de ter de especial para dominar seu esporte no mundo. Mérito também da Jankovic, que enfrenta uma maratona de torneios, mesmo machucada.

Sem dúvida, os futuros novos líderes tem a garra como marca.

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Drop shot 1: Se o lado ruim é a possibilidade de vermos a bela Ana Ivanovic sair do topo da WTA, o lado bom é que quem a derrotou foi a Tamira Paszek, treinada pelo Larri Passos. Boa, Larri!

Drop shot 2: Se Justine Henin estivesse jogando, seria bem provável que nenhuma mudança estivesse acontecendo no número 1 feminino…

Mea culpa: No post Mudanças no topo? Só depois de Pequim errei nos cálculos, eu admito. Mas, convenhamos, não está tão simples fazer a conta do ranking neste ano de torneios antecipados, Olimpíadas

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O momento definitivo

Cristiano Andujar/Divulgação

Quando Guga colocou a camiseta laranja e vermelha, raqueteira nas costas e pisou na quadra para enfrentar Franco Ferreiro, sabia que vencer a partida era improvável. Fizera seu dever de casa dois dias antes, ao dar de bandeja para a torcida o sabor daquela que talvez seja a última vitória no tênis profissional.

Mesmo assim, tentou ganhar. Entrou com garra, agressivo, quebrou o saque do adversário, mas perdeu o duro primeiro set por 7/5. Não conseguiu acertar nenhuma bola um pouco mais complicada na direita, lado frágil do quadril.

Na segunda parcial, o adversário Franco Ferreiro voltou forte e abriu 3/0, com duas quebras. O abatimento tomou conta da sala de imprensa. Pensei: “É, agora acho que foi”. Os outros jornalistas trabalhavam de cabeça baixa em seus notebooks, antecipando os leads no coro “Guga perdeu por 2 a 0 na sua despedida do Brasil”.

A vaca estava indo para o brejo. Mas um grupo de torcedores resolveu invocar a garra de Guga aos gritos e foi seguido por boa parte das 4 mil pessoas presentes no Costão do Santinho. O tenista, então, decidiu aproveitar a partida, dar show para o público.

Percebeu mais uma vez que seu carisma está intacto. Fez a ola com a torcida e comemorou com sorrisos cada ponto conquistado. O público respondia com mais vibração. Isso tocou o tenista naquilo que ele tem de mais surpreendente, o emocional.

Sentindo todas aquelas vibrações positivas que o Larri Passos tanto gosta de trabalhar, viu que podia ser mais uma vez o número um do mundo. Jogou Ferreiro de um lado para o outro, botou o adversário para correr em direção à rede – e não alcançar as deixadinhas -, desferiu golpes da esquerda fulminante. Parecia que a dor tinha se rendido à força de vontade. E Guga equilibrou a partida.

Quando todos se davam por satisfeitos, o momento definitivo. A bola veio boa na esquerda e Guga deve ter pensado rapidamente se devolvia na cruzada ou arriscava uma paralela. A decisão é rápida.

Quase de costas para a quadra, Guga acertou a empunhadura, pisou lá na frente, começou a girar o tronco e trouxe a raquete, acertando a bolinha um pouco abaixo do quadril. Terminou com os braços bem abertos, em pé, e uma versão prolongada daqueles seus gemidos tradicionais: “Uuuuuhhh-aaahhhhhnnnnnnnnnnnn!!!”. E assim ficou por uns três ou quatro segundos. O golpe, um petardo na paralela como nos velhos tempos, não deu chances a Ferreiro. A execução é perfeita.

Guardo esse lance com carinho na memória. Foi um grande jogo e, sem dúvida, o maior momento esportivo que presenciei nessa vida de quase 23 anos.

O adeus ficou mais digno. Era mesmo o tri de Roland Garros que estava em quadra. A torcida delirou, aplaudiu, gritou, e todo mundo agradeceu por estar ali. Ninguém ligou se o coadjuvante da festa venceu a partida. O show acabou naquela paralela de esquerda.

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Alemonada 1: Esse lance do Guga me lembrou uma jogada de outro gênio, essa aqui, que vi aos 13 anos. Aos 15 segundos do fim do sexto jogo da final da temporada 97/98 da NBA, Jordan fez os dois pontos que deram a vitória e o título ao Chicago Bulls. Foram os últimos pontos do astro no lendário Bulls dos anos 90. E lá está ele, arremessando, acertando e mantendo a posição do tiro: braço erguido, mão quebrada. Outro momento definitivo do esporte.

Alemonada 2: Ao fazer meu TCC sobre o Guga, duas coisas ficaram bem claras para mim. Ele não é extremamente talentoso, não foi o mais habilidoso, nem o mais rápido, ágil ou forte. Mas treinou arduamente para ser o melhor que podia. E foi. No entanto, sua melhor qualidade estava na cabeça, a capacidade de superar situações difíceis, dentro e fora da quadra. Nas palavras do treinador Paulo Cleto, Guga é o “gênio emocional”.

Alemonada 3: Em Florianópolis, Guga Kuerten é mais Guga e menos Kuerten. É menos tenista e mais o filho da dona Alice e do saudoso Aldo. E que assim seja daqui para a frente. Vai surfar, Guga!

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Cristiano Andujar

Como o esperado, choveu durante todo o dia, ontem, em Florianópolis. A organização do Aberto de SC decidiu, às 17h, passar os jogos de dupla que ocorreriam no Costão da Santinho para a academia Top Tênis, na rodovia SC-401, onde há quadras cobertas.

E foi lá que o Guga fez sua última partida de duplas em solo brasileiro. Ao lado do juvenil Tiago Fernandes, enfrentou os paulistas Júlio Silva e Rogério Dutra Silva. A dupla de Guga perdeu por 2 a 0, em um jogo de muito erros.

A partida começou com uma hora de atraso porque o governo estadual realizou uma cerimêonia antes da partida para instituir o Troféu Guga Kuerten. O prêmio será concedido ao atleta catarinense de destaque em cada ano.

Mas o que mais impressionou – e fez vibrar – a pequena torcida que se aglomerou nas laterais da quadra foi o tênis de Tiago, de 15 anos completados em 2008. O alagoano treina na Academia de Larri Passos, em Camboriú, e mostrou um jogo que fez frente aos profissionais que enfrentava. E ele ainda tem mais quatro anos de juvenil, ou seja, há muito a aprender.

No entanto, o que demonstrou ontem, com um bom saque, variação de jogo no fundo de quadra e voleio firme, além de não fugir da responsabilidade, leva a crer que o menino tem futuro, se não se perder no caminho.

Alguns falaram em ‘o próximo Guga’. Sempre tenho um pé atrás com essas coisas, mas acredito no potencial do Tiago. Segundo um repórter amigo, Larri teria dito: “Como ele, há outros 1.500 no país”. Outra frase de ontem, não do Larri: “É só arranjar a primeira namoradinho que já se perde”. Tomara que não.

Alemonada 1: Apesar da correria, a cobertura está indo bem, obrigado. Ontem, na ida até a Top Tênis, eu e a Michele Cardoso, que está na cobertura também e conhece TODO MUNDO no meio do tênis, fomos instalando um programa no notebook com download a 6 kbps. Ao mesmo tempo, conversávamos com a assistência técnica da RBS. No final, deu tudo certo, e o Ponto a Ponto da partida, exclusivo, saiu. Acompanhe a cobertura no diario.com.br e no blog NetPoint.

Alemonada 2: Ferrou! O Brasil vai jogar contra a Croácia, fora de casa, na repescagem do Grupo Mundial da Davis. Provavelmente, em piso muito rápido para favorecer os europeus. Eles têm o recuperado Mario Ancic, o experiente Ivan Ljubicic e o monstro Ivo Karlovic. Não vai dar de novo.

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E não é que…

Flávio Neves/Agência RBS

…o Guga ganhou? E foi um momento para não se esquecer. Guga, claro, não chega perto do tenista que um dia foi número um do mundo. Mas, com uma combinação de clima favorável – que torcida! -, adversário assustado e ansioso, e dia bom – o saque fez a diferença -, a vitória veio em dois sets.

O próximo adversário é Franco Ferreiro, gaúcho de Uruguaiana. O que se ouve na sala de imprensa, de pessoas que conhecem o tenista, é que ele é um jogador irreverente – para não dizer debochado e arrogante. Gosta de jogar com torcida contra. Bom, o que dá para ter certeza é que é melhor que o colombiano Salamanca.

Guga disse que vai de franco-atirador nessa partida. Tá certo. A missão dele está feita. Uma vitória na turnê de despedida o recoloca no ranking mundial até, pelo menos, abril do ano que vem. Esse segundo jogo de simples será na quinta-feira, muito provavelmente no mesmo horário, às 19h. Nesta quarta, tem a partida de duplas, ao lado do jovem Tiago Fernandes.

Alemonada 1: Bate uma tristeza ver o Guga arrumar o quadril várias vezes durante a partida. Só faltou ouvir o “créc” para que parecesse mais dolorido.

Alemonada 2: Bom ver que não sou só eu que fico emocionado ao ver o Guga na turnê de despedida. Um amigo confessou que deixou escapar duas ou três lágrimas durante a partida…

Alemonada 3 (atualizado às 12h): E a cara de que vai chover o dia todo na capital dos catarinenses?

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