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Muita torcida

pensamento positivo contra o favoritismo croata

Sorteio em Zadar: pensamento positivo contra foça croata - Marcelo Ruschel/Poapress

Poucas novidades no sorteio da Davis. O capitão croata entregou nas mãos dos simplistas a permanência no Grupo Mundial. Campeã em 2005, a equipe depende de Ivo Karlovic e Mario Ancic após a saída de Marin Cilic. Nas duplas, os europeus apostaram em Lovro Zovko e Roko Karanusic, que não devem trazer problemas para os brasileiros Melo e Sá. Mas a escalação pode mudar de acordo com os resultados de sexta-feira.

Sexta-feira
8h – Thomaz Bellucci x Mario Ancic

Ancic volta de um segunda mononucleose e está há algum tempo fora do circuito. É, no entanto, um grande tenista, com ótimo jogo de saque e voleio e bons golpes de fundo de quadra. Num dia ruim do croata e com uma atuação muito inspirada do brasileiro, Bellucci pode surpreender e botar fogo no confronto. Pesa muito, ainda, a experiência. É um jogo de alto nível, de cinco sets, e inegavelmente Ancic está uns bons passos à frente do brasileiro.

Na seqüência – Ivo Karlovic x Thiago Alves
O confronto mais difícil. Thiago Alves está em boa fase e tem um jogo agressivo. Pode incomodar o gigante Karlovic se conseguir responder bem o segundo saque e impedi-lo de subir à rede. Se não conseguir, será presa fácil para o croata, que geralmente não permite que o adversário consiga ter ritmo de jogo.

Sábado
10h – Marcelo Melo/André Sá x Lovro Zovko/Roko Karanusic

Se a escalação não mudar, deve ser um ponto garantido para o Brasil. Melo e Sá precisam fazer valer neste momento o entrosamento de uma dupla top do mundo.

Domingo
7h – Thomaz Bellucci x Ivo Karlovic

Bellucci deve dar mais trabalho para Karlovic do que Thiago Alves. O seu bom saque pode ajudar a garantir os games de serviço. Mas jogar no saque de Karlovic é tarefa difícil, e é esse o principal desafio dos brasileiros.

Na seqüência – Thiago Alves x Mario Ancic
Se chegarmos aqui com chances, será um grande resultado para o Brasil. Thiago Alves deve encontrar um Mario Ancic certamente cansado, mas também estará desgastado. É um jogo para dois atletas no limite, que vale o triunfo da nação inteira. O croata, sem dúvida, é o favorito, mas vamos ver como está sua condição física. O capitão poupou-o das duplas para um caso como esse.

No mais, é torcer. A SporTV 2 (canal 38 da NET) vai transmitir todos os jogos.

As potências do tênis

Em época de Copa Davis, deixo mais um post-provocação para aflorar nacionalismos e preferências pessoais. Qual é a maior potência do tênis atual? Peguei as quatro melhores equipes do torneio deste ano e vou dividir a pesquisa em alguns critérios.

  • Ranking masculino:

A Espanha tem 15 tenistas entre os top 100 e é o país do líder, Rafael Nadal. A Argentina tem sete, a Rússia tem oito e os Estados Unidos também oito. No top 10, há dois espanhóis, dois suíços, um sérvio, um escocês, um russo, um argentino e dois americanos.

  • Ranking feminino:

A Rússia tem 15 tenistas entre as top 100, os Estados Unidos têm seis e é o país da líder do ranking, Serena Williams, a Argentina apenas uma e a Espanha tem seis. No top 10 há cinco russas, duas americanas, duas sérvias e uma polonesa.

  • Copa Davis:

Argentina, Rússia, Estados Unidos e Espanha estão nas semifinais do torneio em 2008. Pegando os últimos cinco anos, os EUA têm um título e um vice, a Rússia e a Espanha também. A Argentina tem um vice. O ranking do torneio é liderado pela Rússia, com Estados Unidos, Argentina, Espanha e Croácia na seqüência.

  • Fed Cup:

A Rússia foi a campeã sobre a Espanha neste ano e em 2005 e 2007.  Estados Unidos e China ficaram nas semifinais. A Argentina entrará no Grupo Mundial no ano que vem. Os EUA foram vice em 2003. A Rússia lidera o ranking com larga vantagem, seguida de Itália, Espanha e EUA.

Resultado:

Preferi não distribuir pontos nos critérios, até porque não tenho uma equação justa para isso. Mas, na minha opinião, que é baseada na pequena pesquisa que fiz, a Rússia é a maior potência do tênis mundial, principalmente pela sua força entre as mulheres.

Espanha e Estados Unidos disputam o segundo lugar. Eu daria uma pequena vantagem para a Espanha, pelo seu ótimo desempenho no ranking masculino. Em quarto, a Argentina, porque não é sólida na modalidade feminina.

E para você, qual a maior potência?

Cilic não joga contra o Brasil

Cilic não joga contra o Brasil

O croata Marin Cilic, 22º do ranking, foi cortado do confronto contra o Brasil por uma pequena paralisia facial. Ele é o segundo melhor do país no ranking e vem em fase melhor que seu subtituto, Mario Ancic, 31º da lista.

Ancic se recupera de uma segunda mononucleose, doença que causa grande desgaste físico a um atleta — Federer teve uma entre 2007 e 2008. Mesmo assim, Ancic é um ótimo jogador de saque-e-voleio e que sabe atuar no fundo de quadra. Ele já estava escalado ao lado de Ivo Karlovic, 14º, para fazer a dupla na partida de sábado.

O sorteio dos jogos será na quinta-feira. Se as escolhas dos capitães forem as óbvias para o primeiro e segundo simplista, os confrontos serão esses:

Local: Zadar, Croácia
Piso: carpete (rápido), em quadra coberta

Sexta-feira
Ivo Karlovic x Thiago Alves
Thomaz Bellucci x Mario Ancic

Sábado
Karlovic/Ancic x Melo/Sá

Domingo
Mario Ancic x Thiago Alves
Ivo Karlovic x Thomaz Bellucci

O boicote à Davis

Nastás saiu por baixo - Foto Tenisbrasil

Nastás saiu por baixo - Foto Tenisbrasil

Como prometi, um post sobre o polêmico boicote dos principais tenistas brasileiros à Copa Davis. É um pouco do que apurei para meu Trabalho de Conclusão de Curso Break Point – A vida e a carreira de Gustavo Kuerten.

Os principais jogadores brasileiros já estavam insatisfeitos com o comando de Nelson Nastás na Confederação Brasileira de Tênis (CBT), e duas atitudes do então presidente fizeram o clima ficar ainda mais pesado.

Em 2003, Nastás terminou o ano sem prestar contas da entidade e, em fevereiro do ano seguinte, afastou Ricardo Acioly do cargo de capitão do país na Copa Davis, colocando Jaime Oncins.

Um mês depois, durante o ATP Tour da Costa do Sauípe, Guga e os melhores brasileiros no ranking na época, Ricardo Mello e Flávio Saretta, promovem o boicote à equipe da Davis.

Em junho, mais jogadores aderem ao protesto, e o Brasil é obrigado a enfrentar a Venezuela com tenistas juvenis (Raony Carvalho, Bruno Rosa, Diego Cubas e Caio Zampieri). Antes, o Brasil já havia perdido para o Paraguai, com Marcos Daniel, Josh Goffi, Alexandre Simoni e Julio Silva.

Na segunda metade do ano, crescem as suspeitas de desvio de dinheiro por parte de Nastás, e o Tribunal de Contas da União investiga o presidente por uso pessoal de recursos da Lei Agnelo/Piva, que destina uma porcentagem do que é arrecadado com loterias federais para o esporte. O Brasil perde para o Peru e cai para o Zonal Americano II, a terceira divisão da Copa Davis.

No final do ano, a Justiça afasta Nastás do cargo de presidente. Segundo a investigação, ele e o superintendente-técnico da entidade, Carlos Alberto Martelotte, desviaram cerca de R$ 113 mil. Uma nova eleição é convocada, e o presidente da Federação Catarinense, Jorge Lacerda Rosa, é escolhido para assumir o cargo.

Guga e os outros jogadores envolvidos no boicote retornam à equipe 2005 e conseguem recolocar o país no Zonal Americano I e na disputa por uma vaga no Grupo Mundial, situação em que o país se encontra até hoje.

Game: Muita coisa foi dita na época, pouca coisa realmente provada. Uma das bombas que estourou na época foi esta reportagem da Folha de São Paulo. Mais um pouco da história nesta matéria do Correio Braziliense.

Set: Toda vez que Marcos Daniel está atuando bem e não é convocado para a Copa Davis, vem a sombra do boicote. Contra o Paraguai, em 2004, ele não aderiu ao movimento dos jogadores e jogou, segundo o site Tênis News, para conseguir um pouco de dinheiro. Desta vez, contra a Croácia, não tem nada a ver. E talvez em nenhuma das vezes também. Chico Costa fez a melhor convocação possível.

Match: Esporte tem que ter confusão nos bastidores. Se for para melhorar, claro. Parece que está dando certo…

Um pouco do Brasil na Davis

Samba no saibro - Guga festejou a vitória contra a França em Floripa, mas o Brasil parou na semifinal em 2000

Samba no saibro - Guga festejou a vitória contra a França em Floripa, mas o Brasil parou na semifinal em 2000

Os destaques desta semana são, inegavelmente, os confrontos de Copa Davis. Em épocas mais exitosas, o Brasil passou anos no Grupo Mundial, a primeira divisão do tênis, e chegou quatro vezes às semifinais, em dois sistemas de disputa diferentes.

O Brasil estreou na Copa Davis em 1932, com Nélson Cruz e Ricardo Pernambuco. A primeira grande campanha ocorreu em 1966, quando a equipe que contava com Thomaz Koch, Édson Mandarino e Luís Felipe Tavares chegou à semifinal internacional.

Na época, o campeão do ano anterior, no caso a Austrália, só disputava a final. O Brasil perdeu para a Índia por 3 a 2, em Calcutá.

Campanha
Dinamarca 0 x 5 Brasil (saibro – Copenhague (DIN))
Espanha 2 x 3 Brasil (saibro – Barcelona (ESP))
Polônia 1 x 4 Brasil (Varsóvia (POL))
França 1 x 4 Brasil (saibro – Paris (FRA))
Brasil 3 x 2 EUA (Porto Alegre)
Índia 3 x 2 Brasil (Calcutá (IND))

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Em 1971, a mesma equipe, que tinha ainda o reforço de Carlos Kirmayr, voltou a atingir a semifinal, contra a Romênia. Nova derrota por 3 a 2. Entre os romenos estava o grande Ilie Nastase.

Campanha
Brasil 5 x 0 Bolívia (Porto Alegre)
Brasil 4 x 1 Equador (saibro – Porto Alegre)
Brasil 3 x 2 Chile (Santiago (CHI))
Brasil 3 x 2 México (saibro – Cidade do México (MEX))
Brasil 4 x 1 Tchecoeslováquia (saibro – Porto Alegre)
Romênia 3 x 2 Brasil (São Paulo)

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O sistema de disputa da Copa Davis tornou-se o atual em 1981. Nesse modo de competição, o país chegou à semifinal em 1992 e em 2000.

Em 1992, Luiz Mattar, Cássio Motta, Jaime Oncins e Fernando Roese perderam por 5 a 0 a vaga na decisão para a Suíça, que contava com o campeão olímpico Marc Rosset e o piso rápido de carpete.

Campanha
Oitavas – Brasil 3 x 1 Alemanha (saibro – Rio de Janeiro)
Quartas – Brasil 3 x 1 Itália (saibro – Maceió)
Semi – Suíça 5 x 0 Brasil (carpete – Genebra (SUI))

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E em 2000, liderado por Gustavo Kuerten e com Fernando Meligeni, Jaime Oncins, Francisco Costa e André Sá, o Brasil perdeu para a Austrália, na grama, para Lleyton Hewitt, Patrick Rafter e companhia por 5 a 0.

Campanha
Oitavas – Brasil 4 x 1 França (saibro – Florianópolis)
Quartas – Brasil 3 x 2 Eslováquia (saibro – Rio de Janeiro)
Semi – Austrália 5 x 0 Brasil (grama – Bribaine (AUS))

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E teve também o boicote das principais estrelas do Brasil em 2004. Mas esse assunto merece um post inteiro.

Dica para o final de semana

Não sei como está no resto do Brasil, mas em boa parte aqui de Santa Catarina chove há alguns dias. São poucas as quadras cobertas disponíves em Florianópolis e, em geral, são caras. Deixo, então, uma dica para o final de semana, chuvoso ou não.

Leiam o livro O Tênis no Brasil: de Maria Esther Bueno a Gustavo Kuerten, de Gianni Carta e Roberto Marcher. É um belo trabalho, que resgata a origem do esporte no Brasil, suas mudanças, a performance internacional do país e, claro, os grandes nomes do tênis.

São vários perfis do melhores tenistas brasileiros da história e personagens importantes do esporte, alguns com entrevistas. Além de Maria Esther Bueno e Guga, que estão no título, o livro também conta a história de Armando Vieira, Maneco Fernandes, Alcides Procópio, Ronald Barnes, Lelé Fernandes, Édson Mandarino, Jorge Paulo Lemann, Thomaz Koch, Carlos Alberto Kirmayr, Marcos Hocevar, Cássio Motta, Luís Felipe Tavares, Juliano Tavares, Paulo Ferreira, Niege Dias, Patrícia Medrado, Luiz Mattar, Jaime Oncins e Fernando Meligeni. O Paulo Cleto também escreve um texto sobre o Guga.

O livro termina com a opinião dos autores sobre os melhores brasileiros em cada um dos golpes do tênis. Por exemplo, na deixadinha, que dá nome ao blog, empatam em primeiro lugar Jaime Oncins, Édson Mandarino e Guga. Em segundo, fica Manoel Fernandes.

É um ótimo livro para se ter na coleção, para ser consultado sempre que necessário, um “de onde viemos e para onde podemos ir” na versão tenística.

Fica a dica.

Murray é Seleção

Nada como um período pós-Grand Slam para darmos importância a coisas inúteis. Depois de um dia que teve Rafael Nadal amarrando um paletó na cintura para esconder um buraco na calça, também vou abrir um espaço aqui para coisas que encontro na internet, curiosidades que leio, vídeos e tudo mais.

O pessoal do site oficial do Andy Murray parece estar fazendo o mesmo. Empolgado com a excelente campanha do britânico no US Open, resgatou um vídeo em que ele faz estripulias com uma bolinha de tênis. Coisa de Ronaldi… de Robin… err, melhor deixar pra lá. Confiram o vídeo do lado futebolístico do cara.

Game: No final rola um “modesto” Human after all (Humano, apesar de tudo ou acima de tudo)

Set: Hoje (sexta), a partir das 14h, tem a semifinal do II Troféu Brasil de Tênis, entre clubes. Thomaz Bellucci entra em quadra para representar o Pinheiros, de São Paulo, contra um atleta da Sogipa, de Porto Alegre. No sábado tem a final. O Minas, de Melo/Sá, já está classificado para a decisão. Os jogos terão transmissão pelo SporTV 2.

Match: Dá para ter um aperitivo — bem pequeno, é verdade — do que os brasileiros podem fazer em uma quadra rápida como a que vão encontrar na Croácia, no final de semana seguinte pela repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis. A Federação Internacional de Tênis mede a velocidade das superfícies em uma escala de 1 a 5. Aqui, está entre 3 e 4. Lá na Croácia, em 4.