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Convocação acertada

Os croatas Mario Ancic (foto), Ivo Karlovic e Marin Cilic são as feras que o Brasil vai enfrentar de 19 a 22 de setembro

Os croatas Mario Ancic (foto), Ivo Karlovic e Marin Cilic são as feras que o Brasil vai enfrentar de 19 a 22 de setembro

Para um desafio quase impossível, um pouco de ousadia sempre cai bem. E o capitão brasileiro na Copa Davis, Chico Costa, deixou de convocar o top 100 e número 1 do Brasil, Marcos Daniel, para o confronto contra a Croácia, fora de casa, em quadra rápida. Vale uma vaga para o Grupo Mundial, a elite da competição.

Foram chamados Thomaz Bellucci, Thiago Alves e a dupla Marcelo Melo e André Sá. Na reserva, Franco Ferreiro e o duplista Bruno Soares. Opções acertadas.

A convocação da dupla é inquestionável. Melo e Sá são os melhores brasileiros e estão bem entrosados. Bruno Soares será um reserva de luxo.

Nas simples, Thomaz Bellucci vem crescendo muito nesta temporada e tem um jogo que se adapta bem às quadras rápidas como a de Zadar, na Croácia: ótimo saque e golpes firmes do fundo de quadra.

A polêmica ficaria para a escolha de Thiago Alves em detrimento de Marcos Daniel. A escolha não deve ter se dado por implicância com o gaúcho, ou melhor, prefiro acreditar que não seja por isso.

Após entrar no top 100 há alguns anos e se perder na carreira, Thiago voltou com força total em 2008 e está a poucos passos de entrar no grupo novamente. As principais resultados dele foram em quadras rápidas.

Uma pequena comparação. Em superfícies velozes neste ano, Thiago jogou 12 torneios challenger, com um título, um vice e duas semifinais. Marcos Daniel disputou seis torneios, mais fortes, mas passou da primeira rodada apenas no challenger de São Paulo. Chegou na semifinal e perdeu justamente para Thiago Alves.

No saibro a situação é inversa. Daniel teve um ano melhor que o de Thiago na superfície lenta e, aí sim, seria um erro deixá-lo de lado. Como a quadra é rápida, os números, o estilo de jogo e o bom momento de Thiago, com direito a ótima partida contra Federer no US Open, justificam a convocação.

Daniel seria chamado para ser reserva da equipe, mas preferiu se dedicar a torneios na América do Sul, nos quais defende muitos pontos das boas campanhas de 2007. Franco Ferreiro, também em grande ano, é o suplente.

Abaixo a comparação entre Thiago Alves e Marcos Daniel em quadras rápidas em 2008:

Thiago Alves
São Paulo – challenger – campeão – 83 pontos
Salinas – challenger – segunda rodada – 5 pontos
Humacao – challenger – semifinal – 24 pontos
Tallahassee – challenger – quartas-de-final – 13 pontos
Baton Rouge – challenger – primeira rodada – 0 ponto
Carson – challenger – semifinal – 24 pontos
Yuba City – challenger – segunda rodada – 5 pontos
Recanati – challenger – primeira rodada – 0 ponto
Manta – challenger – quartas-de-final – 13 pontos
Segovia – challenger – vice-campeão – 63 pontos
Istanbul – challenger – primeira rodada – 0 ponto
US Open – Grand Slam – passou o qualifying e chegou à segunda rodada – 50 pontos

Marcos Daniel
São Paulo – challenger – semifinal – 36 pontos
San Jose – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
Memphis – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
Olimpíadas – primeira rodada – 5 pontos
New Haven – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
US Open – Grand Slam – primeira rodada – 5 pontos

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US Open hoje

Thiago ganhou o Aberto de São Paulo neste ano

Thiago ganhou o Aberto de São Paulo neste ano

Bom, hoje, como li nos comentários de um blog de tênis, é realmente o dia do nhoque da sorte. Vai que o pedido que o Thiago Alves tenha feito se realize: aprontar para cima do Federer às 13h30 na quadra Arthur Ashe.

É improvável que o Thiago ganhe um set do Federer, muito menos três. Vai depender de um dia muito ruim do agora número 2 do mundo. O brasileiro precisa, pelo menos, jogar o seu melhor para sair da quadra de cabeça erguida.

Com certeza, torcida não vai faltar. Pelo que tenho visto na blogosfera, o jogo foi mais comentado do que a partida entre Del Potro e Bellucci, um duelo muito mais igual. Também ficarei torcendo aqui. É para apostar? Federer em três sets (6/2, 6/3 e 6/2).

Além desse jogo, dá para destacar na programação a partida que vem em seguida, Robert Kendrick x Novak Djokovic – mais pelo Djokovic, claro. O último jogo da quadra será Andy Roddick contra o letão Ernest Gulbis, mais um ótimo tenista da nova geração*. Fiquem espertos, a maior esperança americana pode ser eliminada.

Tommy Robredo e Marat Safin jogam na quadra Louis Armstrong, Moyà e Tsonga na Grandstand. Vale a pena ficar de olho nos nossos mineiros André Sá e Marcelo Melo que enfrentam Jurgen Melzer e Rainer Schuettler na quadra 13.

A programação completa está aqui (com horários dos EUA).
Os principais jogos você acompanha aqui embaixo:

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* Uso a expressão nova geração para esses tenistas que estão surgindo agora. Eles são jovens, mas a idade não é o principal motivo. Se fosse, Nadal, Djokovic e Murray, pirralhos de 22, 21 e 21 anos, respectivamente, também seriam da nova geração.

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