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Passo atrás

O retorno de Bellucci dos torneios ATP para os challengers recebeu críticas de alguns blogueiros, embora de forma não pronunciada. Dá para analisar a decisão do paulista e de seu treinador sob alguns ângulos.

  • Jogando challengers, o tenista desce de nível e deixa de “forçar” o seu jogo a evoluir. Ou seja, sem tantos desafios, os torneio menores não vão fazê-lo melhorar quanto um torneio grande, mesmo perdendo nas primeiras rodadas, faria.
  • Confiança. O Bellucci vem melhorando neste ano, com vitórias em dois Grand Slams. Mas não tem conseguido uma seqüência animadora de jogos como na primeira metade do ano. O jogador sente falta disso, voltar a vencer seguidas partidas lhe dá confiança. Só não pode é perder direto em challengers também. Aí mostra que tem coisa errada.
  • Ranking. Bellucci pode até estar jogando bem, mas não avançar muito nas competições lhe custou várias posições no ranking, inclusive o número 1 do Brasil. Voltar aos challengers pode ser uma boa tentativa de subir, mas também é assumir que em ATP Tour (internatinal Series, etc.) esses pontos seriam complicados demais.

Marcos Daniel, mais velho e experiente, fez essa opção recentemente. É outra situação. Defende muitos pontos na Copa Petrobras. Sem eles, cairia muito. Provavelmente não os conseguiria em ATP Tours.

Daniel, por sinal, está fazendo estrago ao ganhar challenger atrás de challenger e atingir o melhor ranking da carreira. Mostra que seu nível está além dos challengers.

Por motivos diferentes, tanto Bellucci quanto Daniel devem voltar em breve aos torneio da ATP. O paulista precisa explorar seu potencial, e o gaúcho, mostrar que ainda tem fôlego para não ser jogador apenas de torneios menores.

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O boicote à Davis

Nastás saiu por baixo - Foto Tenisbrasil

Nastás saiu por baixo - Foto Tenisbrasil

Como prometi, um post sobre o polêmico boicote dos principais tenistas brasileiros à Copa Davis. É um pouco do que apurei para meu Trabalho de Conclusão de Curso Break Point – A vida e a carreira de Gustavo Kuerten.

Os principais jogadores brasileiros já estavam insatisfeitos com o comando de Nelson Nastás na Confederação Brasileira de Tênis (CBT), e duas atitudes do então presidente fizeram o clima ficar ainda mais pesado.

Em 2003, Nastás terminou o ano sem prestar contas da entidade e, em fevereiro do ano seguinte, afastou Ricardo Acioly do cargo de capitão do país na Copa Davis, colocando Jaime Oncins.

Um mês depois, durante o ATP Tour da Costa do Sauípe, Guga e os melhores brasileiros no ranking na época, Ricardo Mello e Flávio Saretta, promovem o boicote à equipe da Davis.

Em junho, mais jogadores aderem ao protesto, e o Brasil é obrigado a enfrentar a Venezuela com tenistas juvenis (Raony Carvalho, Bruno Rosa, Diego Cubas e Caio Zampieri). Antes, o Brasil já havia perdido para o Paraguai, com Marcos Daniel, Josh Goffi, Alexandre Simoni e Julio Silva.

Na segunda metade do ano, crescem as suspeitas de desvio de dinheiro por parte de Nastás, e o Tribunal de Contas da União investiga o presidente por uso pessoal de recursos da Lei Agnelo/Piva, que destina uma porcentagem do que é arrecadado com loterias federais para o esporte. O Brasil perde para o Peru e cai para o Zonal Americano II, a terceira divisão da Copa Davis.

No final do ano, a Justiça afasta Nastás do cargo de presidente. Segundo a investigação, ele e o superintendente-técnico da entidade, Carlos Alberto Martelotte, desviaram cerca de R$ 113 mil. Uma nova eleição é convocada, e o presidente da Federação Catarinense, Jorge Lacerda Rosa, é escolhido para assumir o cargo.

Guga e os outros jogadores envolvidos no boicote retornam à equipe 2005 e conseguem recolocar o país no Zonal Americano I e na disputa por uma vaga no Grupo Mundial, situação em que o país se encontra até hoje.

Game: Muita coisa foi dita na época, pouca coisa realmente provada. Uma das bombas que estourou na época foi esta reportagem da Folha de São Paulo. Mais um pouco da história nesta matéria do Correio Braziliense.

Set: Toda vez que Marcos Daniel está atuando bem e não é convocado para a Copa Davis, vem a sombra do boicote. Contra o Paraguai, em 2004, ele não aderiu ao movimento dos jogadores e jogou, segundo o site Tênis News, para conseguir um pouco de dinheiro. Desta vez, contra a Croácia, não tem nada a ver. E talvez em nenhuma das vezes também. Chico Costa fez a melhor convocação possível.

Match: Esporte tem que ter confusão nos bastidores. Se for para melhorar, claro. Parece que está dando certo…

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Samba no saibro - Guga festejou a vitória contra a França em Floripa, mas o Brasil parou na semifinal em 2000

Samba no saibro - Guga festejou a vitória contra a França em Floripa, mas o Brasil parou na semifinal em 2000

Os destaques desta semana são, inegavelmente, os confrontos de Copa Davis. Em épocas mais exitosas, o Brasil passou anos no Grupo Mundial, a primeira divisão do tênis, e chegou quatro vezes às semifinais, em dois sistemas de disputa diferentes.

O Brasil estreou na Copa Davis em 1932, com Nélson Cruz e Ricardo Pernambuco. A primeira grande campanha ocorreu em 1966, quando a equipe que contava com Thomaz Koch, Édson Mandarino e Luís Felipe Tavares chegou à semifinal internacional.

Na época, o campeão do ano anterior, no caso a Austrália, só disputava a final. O Brasil perdeu para a Índia por 3 a 2, em Calcutá.

Campanha
Dinamarca 0 x 5 Brasil (saibro – Copenhague (DIN))
Espanha 2 x 3 Brasil (saibro – Barcelona (ESP))
Polônia 1 x 4 Brasil (Varsóvia (POL))
França 1 x 4 Brasil (saibro – Paris (FRA))
Brasil 3 x 2 EUA (Porto Alegre)
Índia 3 x 2 Brasil (Calcutá (IND))

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Em 1971, a mesma equipe, que tinha ainda o reforço de Carlos Kirmayr, voltou a atingir a semifinal, contra a Romênia. Nova derrota por 3 a 2. Entre os romenos estava o grande Ilie Nastase.

Campanha
Brasil 5 x 0 Bolívia (Porto Alegre)
Brasil 4 x 1 Equador (saibro – Porto Alegre)
Brasil 3 x 2 Chile (Santiago (CHI))
Brasil 3 x 2 México (saibro – Cidade do México (MEX))
Brasil 4 x 1 Tchecoeslováquia (saibro – Porto Alegre)
Romênia 3 x 2 Brasil (São Paulo)

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O sistema de disputa da Copa Davis tornou-se o atual em 1981. Nesse modo de competição, o país chegou à semifinal em 1992 e em 2000.

Em 1992, Luiz Mattar, Cássio Motta, Jaime Oncins e Fernando Roese perderam por 5 a 0 a vaga na decisão para a Suíça, que contava com o campeão olímpico Marc Rosset e o piso rápido de carpete.

Campanha
Oitavas – Brasil 3 x 1 Alemanha (saibro – Rio de Janeiro)
Quartas – Brasil 3 x 1 Itália (saibro – Maceió)
Semi – Suíça 5 x 0 Brasil (carpete – Genebra (SUI))

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E em 2000, liderado por Gustavo Kuerten e com Fernando Meligeni, Jaime Oncins, Francisco Costa e André Sá, o Brasil perdeu para a Austrália, na grama, para Lleyton Hewitt, Patrick Rafter e companhia por 5 a 0.

Campanha
Oitavas – Brasil 4 x 1 França (saibro – Florianópolis)
Quartas – Brasil 3 x 2 Eslováquia (saibro – Rio de Janeiro)
Semi – Austrália 5 x 0 Brasil (grama – Bribaine (AUS))

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E teve também o boicote das principais estrelas do Brasil em 2004. Mas esse assunto merece um post inteiro.

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Convocação acertada

Os croatas Mario Ancic (foto), Ivo Karlovic e Marin Cilic são as feras que o Brasil vai enfrentar de 19 a 22 de setembro

Os croatas Mario Ancic (foto), Ivo Karlovic e Marin Cilic são as feras que o Brasil vai enfrentar de 19 a 22 de setembro

Para um desafio quase impossível, um pouco de ousadia sempre cai bem. E o capitão brasileiro na Copa Davis, Chico Costa, deixou de convocar o top 100 e número 1 do Brasil, Marcos Daniel, para o confronto contra a Croácia, fora de casa, em quadra rápida. Vale uma vaga para o Grupo Mundial, a elite da competição.

Foram chamados Thomaz Bellucci, Thiago Alves e a dupla Marcelo Melo e André Sá. Na reserva, Franco Ferreiro e o duplista Bruno Soares. Opções acertadas.

A convocação da dupla é inquestionável. Melo e Sá são os melhores brasileiros e estão bem entrosados. Bruno Soares será um reserva de luxo.

Nas simples, Thomaz Bellucci vem crescendo muito nesta temporada e tem um jogo que se adapta bem às quadras rápidas como a de Zadar, na Croácia: ótimo saque e golpes firmes do fundo de quadra.

A polêmica ficaria para a escolha de Thiago Alves em detrimento de Marcos Daniel. A escolha não deve ter se dado por implicância com o gaúcho, ou melhor, prefiro acreditar que não seja por isso.

Após entrar no top 100 há alguns anos e se perder na carreira, Thiago voltou com força total em 2008 e está a poucos passos de entrar no grupo novamente. As principais resultados dele foram em quadras rápidas.

Uma pequena comparação. Em superfícies velozes neste ano, Thiago jogou 12 torneios challenger, com um título, um vice e duas semifinais. Marcos Daniel disputou seis torneios, mais fortes, mas passou da primeira rodada apenas no challenger de São Paulo. Chegou na semifinal e perdeu justamente para Thiago Alves.

No saibro a situação é inversa. Daniel teve um ano melhor que o de Thiago na superfície lenta e, aí sim, seria um erro deixá-lo de lado. Como a quadra é rápida, os números, o estilo de jogo e o bom momento de Thiago, com direito a ótima partida contra Federer no US Open, justificam a convocação.

Daniel seria chamado para ser reserva da equipe, mas preferiu se dedicar a torneios na América do Sul, nos quais defende muitos pontos das boas campanhas de 2007. Franco Ferreiro, também em grande ano, é o suplente.

Abaixo a comparação entre Thiago Alves e Marcos Daniel em quadras rápidas em 2008:

Thiago Alves
São Paulo – challenger – campeão – 83 pontos
Salinas – challenger – segunda rodada – 5 pontos
Humacao – challenger – semifinal – 24 pontos
Tallahassee – challenger – quartas-de-final – 13 pontos
Baton Rouge – challenger – primeira rodada – 0 ponto
Carson – challenger – semifinal – 24 pontos
Yuba City – challenger – segunda rodada – 5 pontos
Recanati – challenger – primeira rodada – 0 ponto
Manta – challenger – quartas-de-final – 13 pontos
Segovia – challenger – vice-campeão – 63 pontos
Istanbul – challenger – primeira rodada – 0 ponto
US Open – Grand Slam – passou o qualifying e chegou à segunda rodada – 50 pontos

Marcos Daniel
São Paulo – challenger – semifinal – 36 pontos
San Jose – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
Memphis – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
Olimpíadas – primeira rodada – 5 pontos
New Haven – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
US Open – Grand Slam – primeira rodada – 5 pontos

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Nada de Guga. É do Fininho a melhor campanha brasileira em Olimpiadas

Nada de Guga. É do Fininho a melhor campanha brasileira em Olimpíadas

Já no terceiro dia de competições nas Olimpíadas de Pequim sabemos que nossos representantes não vão fazer a melhor campanha brasileira da história em simples. O que era muito difícil antes do início do torneio ficou impossível com a eliminação de Thomaz Bellucci e Marcos Daniel na madrugada de segunda, na primeira rodada contra Dominik Hrbaty e Jurgen Melzer, respectivamente. Nosso melhor resultado foi um quarto lugar em simples, do rapaz da foto aí em cima.

Nas duplas, André Sá e Marcelo Melo podem conseguir o feito se passarem da segunda rodada. O jogo dos mineiros deve ser nesta madrugada, contra os checos Tomas Berdych e Radek Stepanek. Complicado.

Atualização do post: Sá e Melo venceram na primeira rodada e pegam agora os indianos Paes e Bhupathi.

Veja como o Brasil foi nas Olimpíadas passadas:

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Seul-1988

Simples masculino
Luiz Mattar caiu na primeira rodada para Wally Masur por 6/4, 6/4, 4/6, 6/7 e 6/4.

Simples feminino
Gisele Miro chegou à segunda rodada após vencer Helen Kelesi por duplo 7/5, mas caiu frente a Katerina Maleeva por 7/5 e 6/1.

Duplas masculino
Luiz Mattar e Ricardo Acioly perderam na segunda rodada para Henri Leconte/Guy Forget por 4/6, 7/5, 6/4 e 6/1

Duplas feminino
Não disputou

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Barcelona-1992

Simples masculino
Em grande momento, Jaime Oncins chegou às quartas-de-final, quando perdeu para Andre Cherkasov, da Comunidade do Estados Independentes (CEI), por 6/1, 6/4, 6/7, 4/6 e 6/2. Derrotou na campanha o americano Michael Chang, então sexto do ranking mundial.
Luiz Mattar perdeu na estréia para o holandês Paul Haarhuis, por 4/6, 6/3, 6/3 e 6/2.

Simples feminino
Andrea Vieira caiu na primeira rodada contra a suíça Manuela Maleeva, por 6/2 e 6/3.

Duplas masculino
Mattar e Oncins perderam no primeiro jogo para os espanhóis Sergio Casal e Emilio Sanchez, por 6/3, 3/6, 6/7, 6/3 e 6/1. Casal e Sanchez foram os vice-campeões em 1988.

Duplas feminino
Derrota de Andrea Vieira e Claudia Chabalgoity por 6/2 e 6/1 para Nicole Provis e Raquel McKillan.

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Atlanta-1996

Simples masculino
Fernando Meligeni faz a melhor campanha brasileira na história das Olimpíadas. Derrotou, entre outros, o espanhol Albert Costa e o australiano Mark Philippoussis. Parou apenas na semifinal, contra o espanhol Sergi Bruguera, por 7/6(9) e 6/2. Na decisão do bronze, o Fino perdeu para o indiano Leander Paes por 3/6, 6/2 e 6/4.

Simples feminino
Não disputou

Duplas masculino
Não disputou

Duplas feminino
Vanessa Menga e Miriam D’Agostini perderam na primeira rodada para as bielorussas Olga Barabanschikova e Natasha Zvereva por 6/2 e 6/3.

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Joana Cortez (D) e Vanessa Menga cairam na segunda rodada de duplas

Joana Cortez (D) e Vanessa Menga caíram na segunda rodada de duplas

Sidney-2000

Simples masculino
Gustavo Kuerten, o Guga, no auge da forma, perdeu nas quartas-de-final para o russo Yevgeny Kafelnikov, que foi, mais tarde, o campeão do torneio. O jogo foi 6/4 e 7/5 para Kafelnikov.

Simples feminino
Não disputou

Duplas masculino
Guga e Jaime Oncins perderam na estréia para os canadenses Daniel Nestor e Sebastien Lareau, por 6/1 e 6/4. Nestor e Lareau foram os campeões.

Duplas feminino
Joana Cortez e Vanessa Menga caíram na segunda rodada para as húngaras Petra Mandula e Katalin Masori-Aracama, por 6/2 e 6/3.

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Guga e Saretta ficaram na primeira rodada em 2004

Guga e Saretta ficaram na primeira rodada em 2004

Atenas-2004

Simples masculino
Guga era o 20º do ranking quando perdeu, na estréia, para o chileno Nicolas Massu, 14º, por 3/6, 7/5 e 4/6. O chileno foi o campeão do torneio. Curiosamente, em todas as Olimpíadas que disputou Guga perdeu para o futuro vencedor, tanto em simples como em duplas.
Flávio Saretta caiu diante do americano Andy Roddick na estréia, por 6/3 e 7/6(4).

Simples feminino
Não disputou

Duplas masculino
Flávio Saretta e André Sá entraram na chave com um wild card e venceram Carlos Moyá e Rafael Nadal na primeira rodada por 7/6(6) e 6/1. Os brasileiros foram derrotados na segunda rodada por Wayne Black e Kevin Ullyett, do Zimbábue, por 3/6 e 4/6.

Duplas feminino
Não disputou

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