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Passo atrás

O retorno de Bellucci dos torneios ATP para os challengers recebeu críticas de alguns blogueiros, embora de forma não pronunciada. Dá para analisar a decisão do paulista e de seu treinador sob alguns ângulos.

  • Jogando challengers, o tenista desce de nível e deixa de “forçar” o seu jogo a evoluir. Ou seja, sem tantos desafios, os torneio menores não vão fazê-lo melhorar quanto um torneio grande, mesmo perdendo nas primeiras rodadas, faria.
  • Confiança. O Bellucci vem melhorando neste ano, com vitórias em dois Grand Slams. Mas não tem conseguido uma seqüência animadora de jogos como na primeira metade do ano. O jogador sente falta disso, voltar a vencer seguidas partidas lhe dá confiança. Só não pode é perder direto em challengers também. Aí mostra que tem coisa errada.
  • Ranking. Bellucci pode até estar jogando bem, mas não avançar muito nas competições lhe custou várias posições no ranking, inclusive o número 1 do Brasil. Voltar aos challengers pode ser uma boa tentativa de subir, mas também é assumir que em ATP Tour (internatinal Series, etc.) esses pontos seriam complicados demais.

Marcos Daniel, mais velho e experiente, fez essa opção recentemente. É outra situação. Defende muitos pontos na Copa Petrobras. Sem eles, cairia muito. Provavelmente não os conseguiria em ATP Tours.

Daniel, por sinal, está fazendo estrago ao ganhar challenger atrás de challenger e atingir o melhor ranking da carreira. Mostra que seu nível está além dos challengers.

Por motivos diferentes, tanto Bellucci quanto Daniel devem voltar em breve aos torneio da ATP. O paulista precisa explorar seu potencial, e o gaúcho, mostrar que ainda tem fôlego para não ser jogador apenas de torneios menores.

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Convocação acertada

Os croatas Mario Ancic (foto), Ivo Karlovic e Marin Cilic são as feras que o Brasil vai enfrentar de 19 a 22 de setembro

Os croatas Mario Ancic (foto), Ivo Karlovic e Marin Cilic são as feras que o Brasil vai enfrentar de 19 a 22 de setembro

Para um desafio quase impossível, um pouco de ousadia sempre cai bem. E o capitão brasileiro na Copa Davis, Chico Costa, deixou de convocar o top 100 e número 1 do Brasil, Marcos Daniel, para o confronto contra a Croácia, fora de casa, em quadra rápida. Vale uma vaga para o Grupo Mundial, a elite da competição.

Foram chamados Thomaz Bellucci, Thiago Alves e a dupla Marcelo Melo e André Sá. Na reserva, Franco Ferreiro e o duplista Bruno Soares. Opções acertadas.

A convocação da dupla é inquestionável. Melo e Sá são os melhores brasileiros e estão bem entrosados. Bruno Soares será um reserva de luxo.

Nas simples, Thomaz Bellucci vem crescendo muito nesta temporada e tem um jogo que se adapta bem às quadras rápidas como a de Zadar, na Croácia: ótimo saque e golpes firmes do fundo de quadra.

A polêmica ficaria para a escolha de Thiago Alves em detrimento de Marcos Daniel. A escolha não deve ter se dado por implicância com o gaúcho, ou melhor, prefiro acreditar que não seja por isso.

Após entrar no top 100 há alguns anos e se perder na carreira, Thiago voltou com força total em 2008 e está a poucos passos de entrar no grupo novamente. As principais resultados dele foram em quadras rápidas.

Uma pequena comparação. Em superfícies velozes neste ano, Thiago jogou 12 torneios challenger, com um título, um vice e duas semifinais. Marcos Daniel disputou seis torneios, mais fortes, mas passou da primeira rodada apenas no challenger de São Paulo. Chegou na semifinal e perdeu justamente para Thiago Alves.

No saibro a situação é inversa. Daniel teve um ano melhor que o de Thiago na superfície lenta e, aí sim, seria um erro deixá-lo de lado. Como a quadra é rápida, os números, o estilo de jogo e o bom momento de Thiago, com direito a ótima partida contra Federer no US Open, justificam a convocação.

Daniel seria chamado para ser reserva da equipe, mas preferiu se dedicar a torneios na América do Sul, nos quais defende muitos pontos das boas campanhas de 2007. Franco Ferreiro, também em grande ano, é o suplente.

Abaixo a comparação entre Thiago Alves e Marcos Daniel em quadras rápidas em 2008:

Thiago Alves
São Paulo – challenger – campeão – 83 pontos
Salinas – challenger – segunda rodada – 5 pontos
Humacao – challenger – semifinal – 24 pontos
Tallahassee – challenger – quartas-de-final – 13 pontos
Baton Rouge – challenger – primeira rodada – 0 ponto
Carson – challenger – semifinal – 24 pontos
Yuba City – challenger – segunda rodada – 5 pontos
Recanati – challenger – primeira rodada – 0 ponto
Manta – challenger – quartas-de-final – 13 pontos
Segovia – challenger – vice-campeão – 63 pontos
Istanbul – challenger – primeira rodada – 0 ponto
US Open – Grand Slam – passou o qualifying e chegou à segunda rodada – 50 pontos

Marcos Daniel
São Paulo – challenger – semifinal – 36 pontos
San Jose – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
Memphis – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
Olimpíadas – primeira rodada – 5 pontos
New Haven – ATP Tour – primeira rodada – 0 ponto
US Open – Grand Slam – primeira rodada – 5 pontos

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As desejadas medalhas olimpicas - Divulgação

As desejadas medalhas olímpicas - Divulgação

Djokovic caiu, mais uma vez, do lado da chave de Nadal.
Federer tem alguns jogos interessantes – e perigosos – pela frente.
Acredito que Bellucci possa avançar umas rodadas.
Não penso o mesmo de Marcos Daniel.
e Melo terão várias pedreiras nas duplas, vai ser complicado.
No feminino, as líderes Ivanovic e Jankovic não devem ter problemas nas primeiras rodadas. Fiquem de olho na Safina.

É para apostar? Sérvia, com Djokovic e Ivanovic.

No mais, fiquem com as chaves olímpicas.

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