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Posts Tagged ‘Federer x Nadal’

Embate de reis

Embate de reis

Primeira Saga

Filme 1: O Rei
O ano é 2001. O controle do mundo do tênis se alterna rapidamente. Poucos conseguem se manter no posto com firmeza, e o cetro passa por mãos brasileiras, russas, australianas e espanholas após batalhas emocionantes. Ninguém controla o reino com autoridade desde a queda do rei Pete. Surge Roger, o Completo, um suíço cabeludo que todos consideram talentosíssimo, dono de toda a técnica que um guerreiro pode ter. Roger cresce rapidamente em importância, experiência e força e decreta o fim das chances de Pete ao derrotá-lo em seu próprio reino, no castelo de Wimbledon. O poder de Roger aumenta cada vez mais, e o suíço consegue arrancar a coroa de Roddick, o então rei. Assume o trono com imponência e promete acabar com a troca de comando.

Filme 2: A Ameaça
O tempo passa, e o domínio de Roger fica cada vez mais evidente. Humilha seus adversários com sucessivas conquistas, o mundo se rende a seu poder. Mas o rei não está satisfeito. Não consegue dominar o terreno barrento da França, conhecido como Roland Garros. E é lá que se cria Rafael, o Bravo. Cresce rapidamente com força física e mental. Usa armas totalmente contrárias às de Roger. Tem garra, persistência, e para ele nenhuma batalha é perdida. E é isso que o campo de guerra francês pede. Rafael é o rei de Roland Garros e derrota Roger consecutivas vezes. Roger vê, ao longe, uma ameaça ao seu domínio.

Filme 3: A Batalha do Topo
As conquistas rotineiras mantêm Roger no comando sem muitos problemas até a batalha da Austrália de 2008, quando perde para Novak, o Carismático, guerreiro nascido em campo de guerra. Roger sofre sucessivas derrotas para inúmeros adversários. Rafael aprende a se portar em outros campos de batalha e aumenta seu território. O Bravo sente a ameaça de Novak, mas o despacha com certa tranqüilidade. Roger sente toda a pressão exercida por Rafael e o convoca para a batalha final no reino que tomou de Pete, Wimbledon. No maior confronto de todos os tempos, com ataques sensacionais de ambos os lados, Rafael mostrou que está pronto para ser o rei absoluto. Começa o reinado com louros na cabeça e ouro no peito. Roger promete voltar.

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Temos um herói e um antagonista (em todos os sentidos), além de vários coadjuvantes que temperam o circuito mundial. Essa trama de épico de Hollywood, na minha opinião, aumentou a popularidade do tênis a níveis altíssimos, algo pouco pensado para um esporte muitas vezes citado como de “nobres”.

Basta ver as Olimpíadas, oportunidade única para se medir a grandeza de um esporte perante os outros. E o embate Nadal x Federer fez frente a Ronaldinho x Messi no futebol, às apresentações da seleção norte-americana de basquete e à Elena Isinbayeva, do salto com vara. Só Michael Phelps foi maior que todos.

A próxima saga do tênis começa na próxima semana, em Nova York. “O Retorno do Rei”?

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A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

Esta semana pode entrar para a história do tênis devido às possíveis mudanças no topo dos rankings da ATP e da WTA. Com três vitórias no Masters Series de Cincinnati, Nadal desbanca Federer e passa a ser o número 1 do mundo na segunda-feira. Com duas, a sérvia Jelena Jankovic termina o curto reinado da compatriota Ana Ivanovic e assume a liderança.

Atualização do blog: Se vencer o equatoriano Nicolas Lapentti nesta sexta-feira, Nadal garante a liderança no ranking em 18 de agosto, quando serão descontados os pontos de Cincinnati 2007.

O melhor número 2 da história

Sempre firme, concentrado e com um discurso modesto, Nadal não demonstra que pode ser o responsável pela principal revolução dentro das quadras de tênis dos últimos anos. Federer agarrou o número 1 em 2 de fevereiro de 2004 e não largou mais. São quase quatro anos e meio de dinastia.

Nadal tornou-se o número 2 do mundo em 25 de julho de 2005, aos 19 anos, e desde então não fez menos de 4.400 pontos em uma temporada. Seu jogo não é brilhante como o de Federer, nem tão técnico. É, sim, surpreendentemente intenso e regular.

Mais do que a má fase do suíço, a possibilidade de ser o líder é fruto da persistência e da garra do espanhol de Mallorca, dono também da maior capacidade de concentração do circuito. Semana que vem ou um pouco mais tarde, veremos o rei do topspin no topo do mundo.

Da Sérvia, com carinho

Se no masculino as mudanças demo(ra)ram, no feminino poderemos ter a quarta número 1 do mundo diferente em menos de três meses. Com a queda da sérvia Ana Ivanovic, sua compatriota Jelena Jankovic deve assumir o posto se chegar à final em Montreal. Justine Henin e Maria Sharapova vieram antes.

Está tudo muito embolado. Nada impede que tenhamos mais trocas no topo da WTA ainda neste ano. Isso se deve principalmente à inconstância das jogadoras, que fazem uma grande campanha aqui, outras três derrotas inexplicáveis ali, e assim vai.

Uma explicação para isso pode ser a padronização irritante no jogo, o que talvez torne mais interessante a beleza das tenistas do que o esporte em si. Não interessa a superfície, a pancada no fundo da quadra persiste. Tem dia que entra e você ganha, tem dia que não entra e você perde. Dá para contar nos dedos a quantidade de slices dados no jogo, e metade deles não passa da rede.

De qualquer maneira, alguma coisa o(a) atleta tem de ter de especial para dominar seu esporte no mundo. Mérito também da Jankovic, que enfrenta uma maratona de torneios, mesmo machucada.

Sem dúvida, os futuros novos líderes tem a garra como marca.

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Drop shot 1: Se o lado ruim é a possibilidade de vermos a bela Ana Ivanovic sair do topo da WTA, o lado bom é que quem a derrotou foi a Tamira Paszek, treinada pelo Larri Passos. Boa, Larri!

Drop shot 2: Se Justine Henin estivesse jogando, seria bem provável que nenhuma mudança estivesse acontecendo no número 1 feminino…

Mea culpa: No post Mudanças no topo? Só depois de Pequim errei nos cálculos, eu admito. Mas, convenhamos, não está tão simples fazer a conta do ranking neste ano de torneios antecipados, Olimpíadas

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