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Posts Tagged ‘nadal’

Quem é mais popular?

Após o US Open, o circuito passa por uma pequena “entressafra”. Sem torneios de muita expressão para serem comentados até a Copa Davis, faço aqui uma brincadeira, ajudado pelo Google Trends, uma ferramenta bem interessante que pode ser usada para analisar a popularidade de pessoas.

Ela indica quais foram, entre uma lista de termos que o usuario define, os mais pesquisados no Google e noticiados em determinado período de tempo. Agora o tênis na história.

FEDERER x NADAL

Federer começou seu reinado em 2004 e dominou a popularidade na maior parte do ano, com picos em suas vitórias em Grand Slams. Nadal ganhou mais destaque somente em dezembro. Era o 51º do mundo e venceu Andy Roddick defendendo a Espanha na final da Copa Davis contra os EUA.

Em 2005, Nadal apareceu com força e tomou o segundo lugar no ranking. Mesmo com mais conquistas e número de notícias sobre si, Federer teve menos pesquisas no Google do que Nadal em 2005 e 2006. Em 2005, por exemplo, o espanhol ficou 45% acima do suíço em buscas.

Em 2007, Federer foi o mais procurado, mas por pequena margem. E neste ano Nadal está novamente um pouco à frente, mas, pelo que vi, os números do período de US Open ainda não foram computados. No geral, de 2004 para cá, Nadal está liderando por pequena margem.

Confesso que fiquei um pouco surpreso. Com tantos anos de dominação de Federer, esperava que ele estivesse na frente com alguma folga. Na minha modesta opinião, o fato do suíço ser um jogador mais frio emocionalmente lhe tira um pouco do carisma que a técnica excelente lhe dá. Nadal é mais explosivo, lutador. Acho que isso cativa mais as pessoas. O US Open mostrou, no entanto, que um novo Federer pode dar as caras.

É preciso lembrar também que, de 2004 até hoje, a internet cresceu muito. Como o Nadal é um fenômeno mais recente, isso pode ter influenciado os números, devido à quantidade maior de informações e de buscas para saber quem é o novo tenista que desponta. De qualquer maneira, o Trends é um indicador interessante e rende boas brincadeiras como esta.

Game: Os três maiores picos de procuras por Federer ou Nadal no Google se deram em Roland Garros-2005 (Nadal campeão), Roland Garros-2006 (Nadal bi), Wimbledon-2007 (Federer penta sobre Nadal) e Wimbledon-2008 (Nadal campeão em jogo histórico contra Federer).

Set: Os dois líderes do ranking deram um fôlego de popularidade ao tênis em nível mundial. A disputa deles é como um filme.

Match: Aqui no pé do post, a pergunta final: Sharapova ou Ivanovic? Colocando as duas no Trends e pegando o último ano como referência, deu… EMPATE! Sharapova ficou na frente até junho, quando Ivanovic venceu Roland Garros e assumiu o topo do ranking. Daí em diante, o domínio é da sérvia. Curiosidade: No Aberto da Austrália deste ano, vencido por Sharapova, as procuras por Ivanovic foram maiores. Xi… desgaste da musa russa???

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Embate de reis

Embate de reis

Primeira Saga

Filme 1: O Rei
O ano é 2001. O controle do mundo do tênis se alterna rapidamente. Poucos conseguem se manter no posto com firmeza, e o cetro passa por mãos brasileiras, russas, australianas e espanholas após batalhas emocionantes. Ninguém controla o reino com autoridade desde a queda do rei Pete. Surge Roger, o Completo, um suíço cabeludo que todos consideram talentosíssimo, dono de toda a técnica que um guerreiro pode ter. Roger cresce rapidamente em importância, experiência e força e decreta o fim das chances de Pete ao derrotá-lo em seu próprio reino, no castelo de Wimbledon. O poder de Roger aumenta cada vez mais, e o suíço consegue arrancar a coroa de Roddick, o então rei. Assume o trono com imponência e promete acabar com a troca de comando.

Filme 2: A Ameaça
O tempo passa, e o domínio de Roger fica cada vez mais evidente. Humilha seus adversários com sucessivas conquistas, o mundo se rende a seu poder. Mas o rei não está satisfeito. Não consegue dominar o terreno barrento da França, conhecido como Roland Garros. E é lá que se cria Rafael, o Bravo. Cresce rapidamente com força física e mental. Usa armas totalmente contrárias às de Roger. Tem garra, persistência, e para ele nenhuma batalha é perdida. E é isso que o campo de guerra francês pede. Rafael é o rei de Roland Garros e derrota Roger consecutivas vezes. Roger vê, ao longe, uma ameaça ao seu domínio.

Filme 3: A Batalha do Topo
As conquistas rotineiras mantêm Roger no comando sem muitos problemas até a batalha da Austrália de 2008, quando perde para Novak, o Carismático, guerreiro nascido em campo de guerra. Roger sofre sucessivas derrotas para inúmeros adversários. Rafael aprende a se portar em outros campos de batalha e aumenta seu território. O Bravo sente a ameaça de Novak, mas o despacha com certa tranqüilidade. Roger sente toda a pressão exercida por Rafael e o convoca para a batalha final no reino que tomou de Pete, Wimbledon. No maior confronto de todos os tempos, com ataques sensacionais de ambos os lados, Rafael mostrou que está pronto para ser o rei absoluto. Começa o reinado com louros na cabeça e ouro no peito. Roger promete voltar.

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Temos um herói e um antagonista (em todos os sentidos), além de vários coadjuvantes que temperam o circuito mundial. Essa trama de épico de Hollywood, na minha opinião, aumentou a popularidade do tênis a níveis altíssimos, algo pouco pensado para um esporte muitas vezes citado como de “nobres”.

Basta ver as Olimpíadas, oportunidade única para se medir a grandeza de um esporte perante os outros. E o embate Nadal x Federer fez frente a Ronaldinho x Messi no futebol, às apresentações da seleção norte-americana de basquete e à Elena Isinbayeva, do salto com vara. Só Michael Phelps foi maior que todos.

A próxima saga do tênis começa na próxima semana, em Nova York. “O Retorno do Rei”?

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Gonzalez é a “zebra” na semifinal, Nadal atropelou Melzer, Djokovic suou para vencer Monfils e Federer… Bom, Federer, como todos devem saber, caiu perante James Blake.

Não existe mais o que talvez tenha sido a principal marca do suíço quando estava no topo: a regularidade que o permitia ganhar jogos quando não estava tão bem. Precisa mesmo dar uma parada. Hoje, Federer tem jogo de top 10, e só Nadal é inquestionável.

Leiam também o artigo do José Dalcim, do Tenisbrasil, sobre a possibilidade de Djokovic tomar o segundo lugar do ranking em breve.

Não vai dar para perder a semifinal entre Nadal e Djokovic. Jogão que deve ser um dos melhores do ano. A partida deve ser às 8h desta sexta, no horário de Brasília, com transmissão do SporTV ou SporTV 4.

Por enquanto, fica um trecho da vitória do Nadal sobre o Andreev:

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Sua, Federer - Paul Zimmer

Sua, Federer - Paul Zimmer

  • A disputa pela medalha de ouro está esquentando. Literalmente. Pelo que leio, vejo e escuto, a temperatura alta vem incomodando bastante os atletas, que terminam os jogos encharcados de suor.
  • Outro fato que tenho notado é a velocidade da quadra. Concordam que está bem alta, não? Não sei se é a visão que temos do jogo, com a câmera posicionada mais no alto, ou se o piso está bem veloz mesmo.
  • Quadra rápida ou não, o Nadal continua chegando na maioria das bolas. No último jogo, o Andreev teve que arriscar muito para tentar tirá-las do alcance do espanhol. Impressionante. O russo perdeu o jogo por 2 a 0.
  • Nesse jogo, tentei encontrar uma possível mudança de atitude no novo número 1 do mundo Nadal. Às vezes, parecia um pouco incomodado, menos paciente com erros (o que ainda é ser paciente para a maioria dos tenistas). Pode ser por causa do calor ou qualquer outra coisa. De qualquer forma, não interferiu na partida.
  • Federer teve a vingança sobre Tomas Berdych, que o eliminou em Atenas-2004. Os três principais títulos que faltam ao currículo do suíço são Roland Garros, a Copa Davis e as Olimpíadas. Uma medalha de ouro não cairia nada mal no peito dele, pelo menos para dar um brilho – dourado – na temporada.
  • O Fernando González ainda está na disputa. Um título dele pode tornar o Chile o maior vencedor do tênis olímpico no masculino, imaginou? Inusitado, né?
  • As atuações mais marcantes e comentadas até agora são as de Nadal, mas mantenho minha aposta no Djokovic. Se o duelo semifinal entre os dois pintar, vai ser imperdível!
  • França, no simples masculino, e Rússia, no simples feminino, podem garantir na próxima rodada pelo menos uma medalha de bronze. A França precisa que Gael Monfils e Paul-Henri Mathieu ganhem seus jogos contra Djokovic e González. A Rússia, por sua vez, tem três tenistas nas quartas-de-final. Se duas passarem, medalha de bronze certa. Pode virar prata se as três vencerem. Nas duplas, os Estados Unidos podem garantir o bronze se suas duas representantes no feminino ganharem.
  • O único país que ainda pode ganhar as quatro medalhas de ouro em disputa são os Estados Unidos. Ainda competem James Blake em simples, Venus e Serena Williams em simples e duplas, Bob/Mike Bryan nas duplas e Lindsay Davenport/Liezel Huber também nas duplas.
  • Confira como estão as chaves das Olimpíadas:

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    As desejadas medalhas olimpicas - Divulgação

    As desejadas medalhas olímpicas - Divulgação

    Djokovic caiu, mais uma vez, do lado da chave de Nadal.
    Federer tem alguns jogos interessantes – e perigosos – pela frente.
    Acredito que Bellucci possa avançar umas rodadas.
    Não penso o mesmo de Marcos Daniel.
    e Melo terão várias pedreiras nas duplas, vai ser complicado.
    No feminino, as líderes Ivanovic e Jankovic não devem ter problemas nas primeiras rodadas. Fiquem de olho na Safina.

    É para apostar? Sérvia, com Djokovic e Ivanovic.

    No mais, fiquem com as chaves olímpicas.

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    Rápidas

    Nadal
    Agora sim, confirmado. Ele reinará em breve.

    Jankovic
    Juro que não sequei a menina. Mas o que falei da inconstância? A sérvia perdeu a quarta chance de ser a número 1 ao perder nas quartas-de-final em Montreal para a eslovaca Dominika Cibulkova, 31ª do mundo. As seis primeiras cabeças-de-chave foram eliminadas do torneio Tier I, o equivalente a um Masters Series no masculino, antes das semifinais.

    Atualização do post: A WTA recontou os pontos das líderes do ranking e concluiu que Jelena Jankovic chegará ao topo da lista em 11 de agosto. Ela terá oito pontos a mais que Ivanovic. Uma confusão só…

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    A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

    A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

    Esta semana pode entrar para a história do tênis devido às possíveis mudanças no topo dos rankings da ATP e da WTA. Com três vitórias no Masters Series de Cincinnati, Nadal desbanca Federer e passa a ser o número 1 do mundo na segunda-feira. Com duas, a sérvia Jelena Jankovic termina o curto reinado da compatriota Ana Ivanovic e assume a liderança.

    Atualização do blog: Se vencer o equatoriano Nicolas Lapentti nesta sexta-feira, Nadal garante a liderança no ranking em 18 de agosto, quando serão descontados os pontos de Cincinnati 2007.

    O melhor número 2 da história

    Sempre firme, concentrado e com um discurso modesto, Nadal não demonstra que pode ser o responsável pela principal revolução dentro das quadras de tênis dos últimos anos. Federer agarrou o número 1 em 2 de fevereiro de 2004 e não largou mais. São quase quatro anos e meio de dinastia.

    Nadal tornou-se o número 2 do mundo em 25 de julho de 2005, aos 19 anos, e desde então não fez menos de 4.400 pontos em uma temporada. Seu jogo não é brilhante como o de Federer, nem tão técnico. É, sim, surpreendentemente intenso e regular.

    Mais do que a má fase do suíço, a possibilidade de ser o líder é fruto da persistência e da garra do espanhol de Mallorca, dono também da maior capacidade de concentração do circuito. Semana que vem ou um pouco mais tarde, veremos o rei do topspin no topo do mundo.

    Da Sérvia, com carinho

    Se no masculino as mudanças demo(ra)ram, no feminino poderemos ter a quarta número 1 do mundo diferente em menos de três meses. Com a queda da sérvia Ana Ivanovic, sua compatriota Jelena Jankovic deve assumir o posto se chegar à final em Montreal. Justine Henin e Maria Sharapova vieram antes.

    Está tudo muito embolado. Nada impede que tenhamos mais trocas no topo da WTA ainda neste ano. Isso se deve principalmente à inconstância das jogadoras, que fazem uma grande campanha aqui, outras três derrotas inexplicáveis ali, e assim vai.

    Uma explicação para isso pode ser a padronização irritante no jogo, o que talvez torne mais interessante a beleza das tenistas do que o esporte em si. Não interessa a superfície, a pancada no fundo da quadra persiste. Tem dia que entra e você ganha, tem dia que não entra e você perde. Dá para contar nos dedos a quantidade de slices dados no jogo, e metade deles não passa da rede.

    De qualquer maneira, alguma coisa o(a) atleta tem de ter de especial para dominar seu esporte no mundo. Mérito também da Jankovic, que enfrenta uma maratona de torneios, mesmo machucada.

    Sem dúvida, os futuros novos líderes tem a garra como marca.

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    Drop shot 1: Se o lado ruim é a possibilidade de vermos a bela Ana Ivanovic sair do topo da WTA, o lado bom é que quem a derrotou foi a Tamira Paszek, treinada pelo Larri Passos. Boa, Larri!

    Drop shot 2: Se Justine Henin estivesse jogando, seria bem provável que nenhuma mudança estivesse acontecendo no número 1 feminino…

    Mea culpa: No post Mudanças no topo? Só depois de Pequim errei nos cálculos, eu admito. Mas, convenhamos, não está tão simples fazer a conta do ranking neste ano de torneios antecipados, Olimpíadas

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