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Posts Tagged ‘pequim’

Gonzalez é a “zebra” na semifinal, Nadal atropelou Melzer, Djokovic suou para vencer Monfils e Federer… Bom, Federer, como todos devem saber, caiu perante James Blake.

Não existe mais o que talvez tenha sido a principal marca do suíço quando estava no topo: a regularidade que o permitia ganhar jogos quando não estava tão bem. Precisa mesmo dar uma parada. Hoje, Federer tem jogo de top 10, e só Nadal é inquestionável.

Leiam também o artigo do José Dalcim, do Tenisbrasil, sobre a possibilidade de Djokovic tomar o segundo lugar do ranking em breve.

Não vai dar para perder a semifinal entre Nadal e Djokovic. Jogão que deve ser um dos melhores do ano. A partida deve ser às 8h desta sexta, no horário de Brasília, com transmissão do SporTV ou SporTV 4.

Por enquanto, fica um trecho da vitória do Nadal sobre o Andreev:

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Sua, Federer - Paul Zimmer

Sua, Federer - Paul Zimmer

  • A disputa pela medalha de ouro está esquentando. Literalmente. Pelo que leio, vejo e escuto, a temperatura alta vem incomodando bastante os atletas, que terminam os jogos encharcados de suor.
  • Outro fato que tenho notado é a velocidade da quadra. Concordam que está bem alta, não? Não sei se é a visão que temos do jogo, com a câmera posicionada mais no alto, ou se o piso está bem veloz mesmo.
  • Quadra rápida ou não, o Nadal continua chegando na maioria das bolas. No último jogo, o Andreev teve que arriscar muito para tentar tirá-las do alcance do espanhol. Impressionante. O russo perdeu o jogo por 2 a 0.
  • Nesse jogo, tentei encontrar uma possível mudança de atitude no novo número 1 do mundo Nadal. Às vezes, parecia um pouco incomodado, menos paciente com erros (o que ainda é ser paciente para a maioria dos tenistas). Pode ser por causa do calor ou qualquer outra coisa. De qualquer forma, não interferiu na partida.
  • Federer teve a vingança sobre Tomas Berdych, que o eliminou em Atenas-2004. Os três principais títulos que faltam ao currículo do suíço são Roland Garros, a Copa Davis e as Olimpíadas. Uma medalha de ouro não cairia nada mal no peito dele, pelo menos para dar um brilho – dourado – na temporada.
  • O Fernando González ainda está na disputa. Um título dele pode tornar o Chile o maior vencedor do tênis olímpico no masculino, imaginou? Inusitado, né?
  • As atuações mais marcantes e comentadas até agora são as de Nadal, mas mantenho minha aposta no Djokovic. Se o duelo semifinal entre os dois pintar, vai ser imperdível!
  • França, no simples masculino, e Rússia, no simples feminino, podem garantir na próxima rodada pelo menos uma medalha de bronze. A França precisa que Gael Monfils e Paul-Henri Mathieu ganhem seus jogos contra Djokovic e González. A Rússia, por sua vez, tem três tenistas nas quartas-de-final. Se duas passarem, medalha de bronze certa. Pode virar prata se as três vencerem. Nas duplas, os Estados Unidos podem garantir o bronze se suas duas representantes no feminino ganharem.
  • O único país que ainda pode ganhar as quatro medalhas de ouro em disputa são os Estados Unidos. Ainda competem James Blake em simples, Venus e Serena Williams em simples e duplas, Bob/Mike Bryan nas duplas e Lindsay Davenport/Liezel Huber também nas duplas.
  • Confira como estão as chaves das Olimpíadas:

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    Nada de Guga. É do Fininho a melhor campanha brasileira em Olimpiadas

    Nada de Guga. É do Fininho a melhor campanha brasileira em Olimpíadas

    Já no terceiro dia de competições nas Olimpíadas de Pequim sabemos que nossos representantes não vão fazer a melhor campanha brasileira da história em simples. O que era muito difícil antes do início do torneio ficou impossível com a eliminação de Thomaz Bellucci e Marcos Daniel na madrugada de segunda, na primeira rodada contra Dominik Hrbaty e Jurgen Melzer, respectivamente. Nosso melhor resultado foi um quarto lugar em simples, do rapaz da foto aí em cima.

    Nas duplas, André Sá e Marcelo Melo podem conseguir o feito se passarem da segunda rodada. O jogo dos mineiros deve ser nesta madrugada, contra os checos Tomas Berdych e Radek Stepanek. Complicado.

    Atualização do post: Sá e Melo venceram na primeira rodada e pegam agora os indianos Paes e Bhupathi.

    Veja como o Brasil foi nas Olimpíadas passadas:

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    Seul-1988

    Simples masculino
    Luiz Mattar caiu na primeira rodada para Wally Masur por 6/4, 6/4, 4/6, 6/7 e 6/4.

    Simples feminino
    Gisele Miro chegou à segunda rodada após vencer Helen Kelesi por duplo 7/5, mas caiu frente a Katerina Maleeva por 7/5 e 6/1.

    Duplas masculino
    Luiz Mattar e Ricardo Acioly perderam na segunda rodada para Henri Leconte/Guy Forget por 4/6, 7/5, 6/4 e 6/1

    Duplas feminino
    Não disputou

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    Barcelona-1992

    Simples masculino
    Em grande momento, Jaime Oncins chegou às quartas-de-final, quando perdeu para Andre Cherkasov, da Comunidade do Estados Independentes (CEI), por 6/1, 6/4, 6/7, 4/6 e 6/2. Derrotou na campanha o americano Michael Chang, então sexto do ranking mundial.
    Luiz Mattar perdeu na estréia para o holandês Paul Haarhuis, por 4/6, 6/3, 6/3 e 6/2.

    Simples feminino
    Andrea Vieira caiu na primeira rodada contra a suíça Manuela Maleeva, por 6/2 e 6/3.

    Duplas masculino
    Mattar e Oncins perderam no primeiro jogo para os espanhóis Sergio Casal e Emilio Sanchez, por 6/3, 3/6, 6/7, 6/3 e 6/1. Casal e Sanchez foram os vice-campeões em 1988.

    Duplas feminino
    Derrota de Andrea Vieira e Claudia Chabalgoity por 6/2 e 6/1 para Nicole Provis e Raquel McKillan.

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    Atlanta-1996

    Simples masculino
    Fernando Meligeni faz a melhor campanha brasileira na história das Olimpíadas. Derrotou, entre outros, o espanhol Albert Costa e o australiano Mark Philippoussis. Parou apenas na semifinal, contra o espanhol Sergi Bruguera, por 7/6(9) e 6/2. Na decisão do bronze, o Fino perdeu para o indiano Leander Paes por 3/6, 6/2 e 6/4.

    Simples feminino
    Não disputou

    Duplas masculino
    Não disputou

    Duplas feminino
    Vanessa Menga e Miriam D’Agostini perderam na primeira rodada para as bielorussas Olga Barabanschikova e Natasha Zvereva por 6/2 e 6/3.

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    Joana Cortez (D) e Vanessa Menga cairam na segunda rodada de duplas

    Joana Cortez (D) e Vanessa Menga caíram na segunda rodada de duplas

    Sidney-2000

    Simples masculino
    Gustavo Kuerten, o Guga, no auge da forma, perdeu nas quartas-de-final para o russo Yevgeny Kafelnikov, que foi, mais tarde, o campeão do torneio. O jogo foi 6/4 e 7/5 para Kafelnikov.

    Simples feminino
    Não disputou

    Duplas masculino
    Guga e Jaime Oncins perderam na estréia para os canadenses Daniel Nestor e Sebastien Lareau, por 6/1 e 6/4. Nestor e Lareau foram os campeões.

    Duplas feminino
    Joana Cortez e Vanessa Menga caíram na segunda rodada para as húngaras Petra Mandula e Katalin Masori-Aracama, por 6/2 e 6/3.

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    Guga e Saretta ficaram na primeira rodada em 2004

    Guga e Saretta ficaram na primeira rodada em 2004

    Atenas-2004

    Simples masculino
    Guga era o 20º do ranking quando perdeu, na estréia, para o chileno Nicolas Massu, 14º, por 3/6, 7/5 e 4/6. O chileno foi o campeão do torneio. Curiosamente, em todas as Olimpíadas que disputou Guga perdeu para o futuro vencedor, tanto em simples como em duplas.
    Flávio Saretta caiu diante do americano Andy Roddick na estréia, por 6/3 e 7/6(4).

    Simples feminino
    Não disputou

    Duplas masculino
    Flávio Saretta e André Sá entraram na chave com um wild card e venceram Carlos Moyá e Rafael Nadal na primeira rodada por 7/6(6) e 6/1. Os brasileiros foram derrotados na segunda rodada por Wayne Black e Kevin Ullyett, do Zimbábue, por 3/6 e 4/6.

    Duplas feminino
    Não disputou

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    Post atualizado na madrugada de segunda.

    Continuando nos posts sobre o tênis olímpico, agora é a vez das mulheres. Entre elas, sim, há bicampeãs do torneio. Gigi Fernandez e Mary Joe Fernandez, competindo pelos Estados Unidos, venceram nas duplas em Barcelona-1992 e Atlanta-1996. Em Sidney-2000, a americana Venus Williams ganhou em simples e em duplas, ao lado da irmã Serena.

    O Estados Unidos possui sete dos dez ouros disputados no tênis feminino, mas a hegemonia americana foi quebrada nas últimas Olimpíadas, em Atenas-2004. Confira aí:

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    mais um titulo no seu ano mágico

    Graf: mais um título no seu ano mágico

    Seul-1988

    Simples: ouro para Steffi Graf, da Alemanha Oriental
    O ano de 1988 não foi apenas mais um para Graf. Foi “O” ano para ela. Com apenas três derrotas na temporada, venceu todos os Grand Slams e as Olimpíadas, completando o que foi chamado de Golden Slam. Faturou ainda o título de duplas de Wimbledon e o bronze na modalidade em Seul. Simplesmente sensacional. Na final de simples, a alemã bateu a rival Gabriela Sabatini, da Argentina, por duplo 6/3. A senhora Agassi encerrou a carreira em 1999 como uma das maiores tenistas da história.

    Duplas: ouro para Pam Shriver/Zina Garrison, dos Estados Unidos
    As americanas derrotaram na final Jana Novotna/Helena Sukova, da Tchecoslováquia. Em um jogo difícil, Shriver e Garrison venceram por 4/6, 6/2, 10/8. Garrison é atualmente a capitã dos Estados Unidos na Fed Cup.
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    Capriati comemora o maior titulo de sua "primeira fase"

    Capriati comemora o maior título de sua "primeira fase"

    Barcelona-1992

    Simples: ouro para Jennifer Capriati, dos Estados Unidos
    Precoce, Capriati faturou a medalha de ouro quando tinha apenas 16 anos. Derrotou Steffi Graf na final por 3/6, 6/3, 6/4, no que foi o auge da primeira parte de sua carreira. Primeira parte porque, logo no ano seguinte, cansada da pressão do circuito, a americana deu um tempo no tênis profissional. Acabou se envolvendo com drogas e em um roubo. Voltou às competições em 1996 e faturou o primeiro título após a pausa em 1999. Capriati conquistou dois torneios do Grand Slam a partir de 2001, além de fazer quatro semifinais, e chegou ao topo do ranking. Não anunciou oficialmente o fim da carreira, mas está parada desde novembro de 2004.

    Duplas: ouro para Mary Joe Fernandez/Gigi Fernandez, dos Estados Unidos
    Mary Joe e Gigi, que não têm parentesco, derrotaram na final as espanholas Conchita Martinez e Arantxa Sanchez-Vicario por 7/5, 2/6, 6/2. Mary Joe ganhou ainda a medalha de bronze em simples, após a derrota na semifinal para Graf.

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    Davenport pode ganhar o bi neste ano

    Mamãe Davenport disputa apenas duplas em Pequim

    Atlanta-1996

    Simples: ouro para Lindsay Davenport, dos Estados Unidos
    Davenport venceu o torneio aos 20 anos, com uma vitória na final sobre a espanhola Arantxa Sánchez Vicario por 7/6(6) e 6/2. A carreira da americana ganhou força com o título das Olimpíadas. Antes, venceu apenas torneios Tier III, de quarta grandeza no circuito. Depois, obteve títulos de Tier I e II, Grand Slams (Aberto dos EUA, Wimbledon e Aberto da Austrália) e um WTA Championship. Chegou ao topo do ranking em oito ocasiões entre 1998 e 2006, quando tirou uma folga do circuito para ser mãe. Voltou em 2007 e é, atualmente, a 23ª do ranking.

    Duplas: ouro para Mary Joe Fernandez/Gigi Fernandez, dos Estados Unidos
    As americanas são as únicas bicampeãs olímpicas no tênis em uma mesma modalidade. Na final, derrotaram Jana Novotna e Helena Sukova, da República Tcheca, por 7/6(6) e 6/4.

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    titulo de simples e duplas em 2000

    Venus: título de simples e duplas em 2000

    Sidney-2000

    Simples: ouro para Venus Williams, dos Estados Unidos
    O ano de 2000 começou complicado para a mais velha das irmãs Williams. Com lesões nos dois pulsos, não disputou torneios nos primeiros quatro meses. Quando voltou, venceu cinco em seqüência, inclusive as Olimpíadas. Na final, derrotou a russa Elena Dementieva por 6/2 e 6/4. Está em Pequim para tentar o segundo título, na condição de ex-número 1 do mundo e pentacampeã de Wimbledon.

    Duplas: ouro para Venus Williams/Serena Williams, dos Estados Unidos
    Ao lado da irmã Serena, Venus faturou seu segundo ouro em Sidney. As Williams venceram na final as holandesas Kristie Boogert e Miriam Oremans por duplo 6/1. Juntas, venceram sete Grand Slams e ocupam a nona posição do ranking mundial de duplas.

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    Henin abandonou o tênis em 2008

    Henin abandonou o tênis em 2008

    Atenas-2004

    Simples: ouro para Justine Henin-Hardenne, da Bélgica
    Ainda carregando o sobrenome de casada (Hardenne), Justine Henin derrotou na final a francesa Amelie Mauresmo por duplo 6/3. Virou um jogo quase perdido na semifinal contra a russa Anastasia Myskina: perdia por 1/5 no último set e venceu por 8/6. Uma das tenistas mais talentosas da história e dona de sete títulos de Grand Slams, Henin anunciou a saída do esporte profissional em 14 de maio deste ano, aos 25 anos.

    Duplas: ouro para Ting Li/Tiantian Sun, da China
    As chinesas derrotaram na final as espanholas Conchita Martinez e Virginia Ruano Pascual por duplo 6/3. Sun defenderá o título em Pequim, desta vez ao lado de Shuai Peng.

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    O tênis foi um dos esportes dos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas, em 1896, e permaneceu até a edição de 1924, em Paris. Naquela época, o tênis, como boa parte dos esportes, ainda era amador.

    Voltou a participar do calendário como esporte-demonstração em 1968, na Cidade do México, e em 1984, em Los Angeles. Nas duas edições, não contava para a tabela geral de medalhas dos países. O retorno do tênis ocorreu mesmo em Seul, em 1988, aí sim como esporte oficial dos Jogos.

    Desde então, nenhum tenista conseguiu vencer o torneio de simples ou duplas em mais de uma edição. Quem fez algo parecido foi o chileno Nicolas Massu em Atenas-2004, quando faturou o ouro em simples e duplas, ao lado de Fernando Gonzalez.

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    abandono precoce

    Mecir: abandono precoce

    Seul-1988

    Simples: ouro para Miloslav Mecir, da Tchecoslováquia
    Jogador de estilo simples, mas eficaz, e ótimo jogo de pernas (footwork), Mecir era o décimo do mundo quando foi campeão olímpico. Derrotou na final o americano Tim Mayotte, então oitavo do ranking, por 3 sets a 1 (3/6, 6/2, 6/4, 6/2). Mecir deixou para trás na semifinal o sueco Stefan Edberg em cinco sets, vingando a derrota na semi de Wimbledon no mesmo ano. Nas duplas, levou o bronze ao lado de Milan Srejber. Abandonou o tênis profissional em 1990, com apenas 26 anos, alegando uma lesão nas costas.

    Duplas: ouro para Ken Flach/Robert Seguso, dos Estados Unidos
    A dupla derrotou na final os espanhóis Emilio Sanchez/Sergio Casal, em um grande jogo, por 3 a 2 (6/3, 6/4, 6/7, 6/7, 9/7). Juntos, os americanos venceram também um Aberto dos EUA (1985) e dois Wimbledon (87 e 88).

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    Será que Federer repetirá o gesto do compatriota Rosset em 92?

    Será que Federer repetirá o gesto do compatriota Rosset em 92?

    Barcelona-1992

    Simples: ouro para Marc Rosset, da Suíça
    O título olímpico é o mais representativo da carreira de Rosset, que tem ainda 14 triunfos em ATP Tours nas quatro superfícies (saibro, grama, carpete e sintético). Derrotou o espanhol Jordi Arrese na final em um jogo de cinco sets (7/6, 6/4, 3/6, 4/6, 8/6). O suíço era, na época, o 44º do mundo e bateu durante o torneio favoritos como o americano Jim Courier (líder do ranking) e o croata Goran Ivanisevic (quarto). Chegou ao melhor ranking da carreira, o oitavo, em novembro de 92 e deixou o esporte em 2005.

    Duplas: ouro para Boris Becker/Michael Stich, da Alemanha
    Becker e Stich já eram estrelas do tênis na época: o quinto e o décimo do ranking mundial, respectivamente. Na final, derrotaram os sul-africanos Wayne Ferreira e Piet Norval por 3 a 1 (7/6, 4/6, 7/6, 6/3). Juntos venceram também Monte Carlo em 1992.

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    Atlanta-1996

    Andre Agassi levou o ouro em 96

    Andre Agassi levou o ouro em 96

    Simples: ouro para Andre Agassi, dos EUA
    Dá para dizer que, estatisticamente, o título olimpico marcou a metade da carreira de Agassi. Antes, três triunfos em Grand Slams e oito em torneios do ou equivalentes ao Masters Series. Depois, cinco Grand Slams e nove Masters. Na final em Atlanta, Agassi derrotou o espanhol Sergi Bruguera (que tirou o brasileiro Fernando Meligeni na semi) por 3 a 0 (6/2, 6/3, 6/1). Muitos tenistas de renome não disputaram as Olimpíadas para se dedicar ao circuito da ATP. Assim, o jogador de ranking mais alto que Agassi enfrentou foi o sul-africano Wayne Ferreira, que era o 11º do mundo, nas quartas-de-final. O americano era o sexto e cabeça-de-chave número 1.

    Duplas: ouro para Mark Woodforde/Todd Woodbridge, da Austrália
    Conhecidos como The Woodies, a dupla conquistou nada menos que 61 torneios de duplas da ATP, entre eles 11 Grand Slams. A medalha de ouro veio com a vitória sobre Neil Broad e Tim Henman, da Grã-Bretanha, por 3 a 0 (6/4, 6/4, 6/2). Na edição seguinte dos Jogos, ficaram com a prata.

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    Kafelnikov tirou Guga e levou o titulo

    Kafelnikov tirou Guga e levou o título

    Sidney-2000

    Simples: ouro para Yevgeny Kafelnikov, da Rússia
    Kafelnikov, talvez o principal adversário de Guga na carreira do brasileiro, era o sétimo no ranking mundial quando conquistou a medalha de ouro, mas já havia sido o número 1. Na final, venceu o alemão Tommy Haas, então 48º do mundo, por 3 a 2 (7/6(4) 3/6 6/2 4/6 6/3) e ganhou 400 pontos no ranking. Foi a primeira edição em que a ATP adotou a pontuação nos Jogos como forma de incentivar a participação das estrelas do circuito. O russo foi o carrasco de Guga nas quartas-de-final, com vitória por 6/4 e 7/5, e do anfitrião Mark Philippoussis, na terceira rodada. Até encerrar a carreira, em 2004, acumulou 26 títulos de simples na ATP, incluindo dois Grand Slams (Roland Garros em 1996 e Aberto da Austrália em 1999), e US$ 23.883,797.

    Duplas: ouro para Daniel Nestor/Sebastien Lareau, do Canadá
    Os canadenses derrotaram na final os vencedores de 1996, os australianos Mark Woodforde e Todd Woodbridge, por 3 a 1 (5/7, 6/3, 6/4, 7/6(2)). Antes das Olimpíadas, a dupla conquistou quatro torneios da ATP, incluindo o Masters Series de Toronto, no Canadá. Individualmente, Nestor venceu 54 títulos de duplas, sendo quatro Grand Slams (um de cada), e disputa novamente as Olimpíadas neste ano ao lado de Frederic Niemeyer. Lareau conseguiu 17 triunfos, com um título no Aberto dos EUA.

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    Massu (centro), o herói do Chile em 2004

    Massu (centro), o herói do Chile em 2004

    Atenas-2004

    Simples: ouro para Nicolas Massú, do Chile
    Então 14º do mundo, Massú teve nos Jogos Olímpicos o auge de sua carreira. Além da medalha de ouro em simples, ganhou em duplas ao lado de Fernando Gonzalez, que foi bronze em simples. Venceu na final o americano Mardy Fish em cinco sets (6/3 3/6 2/6 6/3 6/4). Depois, teve apenas dois títulos, no ATP Tour da Costa do Sauípe de 2006 e no challenger de Rijeka, em maio deste ano. Apenas em 125º no ranking, obteve um convite para participar de Pequim-2008.
    A título de curiosidade, Federer era o cabeça-de-chave 1 em 2004 e perdeu na segunda rodada para Tomas Berdych, da Repúblic Tcheca. Nadal não participou por não estar entre os quatro melhores tenistas do seu país, no caso, a Espanha, e Djokovic por não ter ranking suficiente.

    Duplas: ouro para Nicolas Massú/Fernando Gonzalez, do Chile
    O tênis faturou as únicas medalhas do Chile nas Olimpíadas de Atenas e as primeiras de ouro da história do país em Jogos. Na final, a dupla derrotou os alemães Rainer Schuttler e Nicolas Kiefer por 3 a 2 (6/2, 4/6, 3/6, 7/6(7), 6/4). Massu e Gonzalez ganharam um convite para defender o título neste ano.

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    Nos próximos posts, falo sobre o tênis feminino nas Olimpíadas e a participação brasileira nos Jogos.

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