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As potências do tênis

Em época de Copa Davis, deixo mais um post-provocação para aflorar nacionalismos e preferências pessoais. Qual é a maior potência do tênis atual? Peguei as quatro melhores equipes do torneio deste ano e vou dividir a pesquisa em alguns critérios.

  • Ranking masculino:

A Espanha tem 15 tenistas entre os top 100 e é o país do líder, Rafael Nadal. A Argentina tem sete, a Rússia tem oito e os Estados Unidos também oito. No top 10, há dois espanhóis, dois suíços, um sérvio, um escocês, um russo, um argentino e dois americanos.

  • Ranking feminino:

A Rússia tem 15 tenistas entre as top 100, os Estados Unidos têm seis e é o país da líder do ranking, Serena Williams, a Argentina apenas uma e a Espanha tem seis. No top 10 há cinco russas, duas americanas, duas sérvias e uma polonesa.

  • Copa Davis:

Argentina, Rússia, Estados Unidos e Espanha estão nas semifinais do torneio em 2008. Pegando os últimos cinco anos, os EUA têm um título e um vice, a Rússia e a Espanha também. A Argentina tem um vice. O ranking do torneio é liderado pela Rússia, com Estados Unidos, Argentina, Espanha e Croácia na seqüência.

  • Fed Cup:

A Rússia foi a campeã sobre a Espanha neste ano e em 2005 e 2007.  Estados Unidos e China ficaram nas semifinais. A Argentina entrará no Grupo Mundial no ano que vem. Os EUA foram vice em 2003. A Rússia lidera o ranking com larga vantagem, seguida de Itália, Espanha e EUA.

Resultado:

Preferi não distribuir pontos nos critérios, até porque não tenho uma equação justa para isso. Mas, na minha opinião, que é baseada na pequena pesquisa que fiz, a Rússia é a maior potência do tênis mundial, principalmente pela sua força entre as mulheres.

Espanha e Estados Unidos disputam o segundo lugar. Eu daria uma pequena vantagem para a Espanha, pelo seu ótimo desempenho no ranking masculino. Em quarto, a Argentina, porque não é sólida na modalidade feminina.

E para você, qual a maior potência?

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Embate de reis

Embate de reis

Primeira Saga

Filme 1: O Rei
O ano é 2001. O controle do mundo do tênis se alterna rapidamente. Poucos conseguem se manter no posto com firmeza, e o cetro passa por mãos brasileiras, russas, australianas e espanholas após batalhas emocionantes. Ninguém controla o reino com autoridade desde a queda do rei Pete. Surge Roger, o Completo, um suíço cabeludo que todos consideram talentosíssimo, dono de toda a técnica que um guerreiro pode ter. Roger cresce rapidamente em importância, experiência e força e decreta o fim das chances de Pete ao derrotá-lo em seu próprio reino, no castelo de Wimbledon. O poder de Roger aumenta cada vez mais, e o suíço consegue arrancar a coroa de Roddick, o então rei. Assume o trono com imponência e promete acabar com a troca de comando.

Filme 2: A Ameaça
O tempo passa, e o domínio de Roger fica cada vez mais evidente. Humilha seus adversários com sucessivas conquistas, o mundo se rende a seu poder. Mas o rei não está satisfeito. Não consegue dominar o terreno barrento da França, conhecido como Roland Garros. E é lá que se cria Rafael, o Bravo. Cresce rapidamente com força física e mental. Usa armas totalmente contrárias às de Roger. Tem garra, persistência, e para ele nenhuma batalha é perdida. E é isso que o campo de guerra francês pede. Rafael é o rei de Roland Garros e derrota Roger consecutivas vezes. Roger vê, ao longe, uma ameaça ao seu domínio.

Filme 3: A Batalha do Topo
As conquistas rotineiras mantêm Roger no comando sem muitos problemas até a batalha da Austrália de 2008, quando perde para Novak, o Carismático, guerreiro nascido em campo de guerra. Roger sofre sucessivas derrotas para inúmeros adversários. Rafael aprende a se portar em outros campos de batalha e aumenta seu território. O Bravo sente a ameaça de Novak, mas o despacha com certa tranqüilidade. Roger sente toda a pressão exercida por Rafael e o convoca para a batalha final no reino que tomou de Pete, Wimbledon. No maior confronto de todos os tempos, com ataques sensacionais de ambos os lados, Rafael mostrou que está pronto para ser o rei absoluto. Começa o reinado com louros na cabeça e ouro no peito. Roger promete voltar.

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Temos um herói e um antagonista (em todos os sentidos), além de vários coadjuvantes que temperam o circuito mundial. Essa trama de épico de Hollywood, na minha opinião, aumentou a popularidade do tênis a níveis altíssimos, algo pouco pensado para um esporte muitas vezes citado como de “nobres”.

Basta ver as Olimpíadas, oportunidade única para se medir a grandeza de um esporte perante os outros. E o embate Nadal x Federer fez frente a Ronaldinho x Messi no futebol, às apresentações da seleção norte-americana de basquete e à Elena Isinbayeva, do salto com vara. Só Michael Phelps foi maior que todos.

A próxima saga do tênis começa na próxima semana, em Nova York. “O Retorno do Rei”?

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Rápidas

Nadal
Agora sim, confirmado. Ele reinará em breve.

Jankovic
Juro que não sequei a menina. Mas o que falei da inconstância? A sérvia perdeu a quarta chance de ser a número 1 ao perder nas quartas-de-final em Montreal para a eslovaca Dominika Cibulkova, 31ª do mundo. As seis primeiras cabeças-de-chave foram eliminadas do torneio Tier I, o equivalente a um Masters Series no masculino, antes das semifinais.

Atualização do post: A WTA recontou os pontos das líderes do ranking e concluiu que Jelena Jankovic chegará ao topo da lista em 11 de agosto. Ela terá oito pontos a mais que Ivanovic. Uma confusão só…

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A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

A sérvia Jelena Jankovic também pode se dar bem nesta semana - Sportsgraphic

Esta semana pode entrar para a história do tênis devido às possíveis mudanças no topo dos rankings da ATP e da WTA. Com três vitórias no Masters Series de Cincinnati, Nadal desbanca Federer e passa a ser o número 1 do mundo na segunda-feira. Com duas, a sérvia Jelena Jankovic termina o curto reinado da compatriota Ana Ivanovic e assume a liderança.

Atualização do blog: Se vencer o equatoriano Nicolas Lapentti nesta sexta-feira, Nadal garante a liderança no ranking em 18 de agosto, quando serão descontados os pontos de Cincinnati 2007.

O melhor número 2 da história

Sempre firme, concentrado e com um discurso modesto, Nadal não demonstra que pode ser o responsável pela principal revolução dentro das quadras de tênis dos últimos anos. Federer agarrou o número 1 em 2 de fevereiro de 2004 e não largou mais. São quase quatro anos e meio de dinastia.

Nadal tornou-se o número 2 do mundo em 25 de julho de 2005, aos 19 anos, e desde então não fez menos de 4.400 pontos em uma temporada. Seu jogo não é brilhante como o de Federer, nem tão técnico. É, sim, surpreendentemente intenso e regular.

Mais do que a má fase do suíço, a possibilidade de ser o líder é fruto da persistência e da garra do espanhol de Mallorca, dono também da maior capacidade de concentração do circuito. Semana que vem ou um pouco mais tarde, veremos o rei do topspin no topo do mundo.

Da Sérvia, com carinho

Se no masculino as mudanças demo(ra)ram, no feminino poderemos ter a quarta número 1 do mundo diferente em menos de três meses. Com a queda da sérvia Ana Ivanovic, sua compatriota Jelena Jankovic deve assumir o posto se chegar à final em Montreal. Justine Henin e Maria Sharapova vieram antes.

Está tudo muito embolado. Nada impede que tenhamos mais trocas no topo da WTA ainda neste ano. Isso se deve principalmente à inconstância das jogadoras, que fazem uma grande campanha aqui, outras três derrotas inexplicáveis ali, e assim vai.

Uma explicação para isso pode ser a padronização irritante no jogo, o que talvez torne mais interessante a beleza das tenistas do que o esporte em si. Não interessa a superfície, a pancada no fundo da quadra persiste. Tem dia que entra e você ganha, tem dia que não entra e você perde. Dá para contar nos dedos a quantidade de slices dados no jogo, e metade deles não passa da rede.

De qualquer maneira, alguma coisa o(a) atleta tem de ter de especial para dominar seu esporte no mundo. Mérito também da Jankovic, que enfrenta uma maratona de torneios, mesmo machucada.

Sem dúvida, os futuros novos líderes tem a garra como marca.

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Drop shot 1: Se o lado ruim é a possibilidade de vermos a bela Ana Ivanovic sair do topo da WTA, o lado bom é que quem a derrotou foi a Tamira Paszek, treinada pelo Larri Passos. Boa, Larri!

Drop shot 2: Se Justine Henin estivesse jogando, seria bem provável que nenhuma mudança estivesse acontecendo no número 1 feminino…

Mea culpa: No post Mudanças no topo? Só depois de Pequim errei nos cálculos, eu admito. Mas, convenhamos, não está tão simples fazer a conta do ranking neste ano de torneios antecipados, Olimpíadas

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Andrew Wong / Getty Images

Depois de Roland Garros e Wimbledon, o duelo tem parte três em breve - Andrew Wong / Getty Images

Ninguém pode duvidar que este está sendo o melhor ano de Rafael Nadal no circuito mundial. Os números comprovam. A esta altura da temporada, após Wimbledon e antes dos Masters Series de Toronto e Cincinnati, o espanhol tinha feito 3.410 pontos no ranking em 2005, 3.675 em 2006 e 4.430 em 2007. Neste ano, são 4.775 pontos.

A diferença para Federer é de 545 pontos. O espanhol nunca esteve tão próximo de pular para a primeira posição do ranking. Mas ainda faltam alguns passos grandes, mesmo com a irregularidade do suíço em 2008.

Federer vem tendo sua pior temporada desde 2003 — o suíço tornou-se o número 1 no começo de 2004. Em 2003, tinha faturado até aqui 2.790 pontos. Em 2004, 3.695; em 2005, 4.550; em 2006, 5.085; e em 2007, 4.005. Conquistou em 2008 3.425 pontos.

Quadra (e vida) dura pela frente

Os joelhos de Nadal nunca gostaram muito dos torneios disputados após Wimbledon, em quadras duras, como Montreal e Cincinnati. O espanhol joga com proteções nas duas pernas desde o segundo semestre do ano passado e deixou de defender o título do ATP de Stuttgart neste ano alegando uma lesão.

A quantidade de pontos que Nadal faz após Slam inglês representa cerca de 52% do que consegue antes. Com Federer, o número vai a 68%. Se as estatísticas se confirmarem, o touro espanhol termina o ano atrás de Federer.

Acredito ainda que Federer não termina o ano sem, pelo menos, um título de Masters. Sua técnica e seu bom saque combinados vão lhe trazer glórias no piso sintético ainda em 2008.

Quem deve dar as caras com mais intensidade até o final do ano é Novak Djokovic, que será o fiel da balança para determinar o líder do ranking. Quantos pontos ele poderá tirar dos dois primeiros só saberemos a partir de 25 de agosto, em Flushing Meadows.

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